Brasil lidera ranking mundial de universidades na América Latina

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Brasil reafirmou sua liderança no ensino superior latino-americano na 16ª edição do QS World University Rankings by Subject, divulgada nesta quarta-feira, 25 de março de 2026.

O país ampliou sua presença entre as melhores universidades do mundo, com desempenhos históricos e crescimento consistente. O ranking, elaborado anualmente pela consultoria britânica QS Quacquarelli Symonds, avalia instituições de ensino superior por área do conhecimento e disciplina específica, considerando critérios como reputação acadêmica, reputação entre empregadores, impacto de citações em pesquisas e índices de internacionalização.

Na edição de 2026, foram analisadas 382 ofertas acadêmicas de 31 instituições brasileiras. O Brasil registrou uma taxa de melhoria líquida de 4% em relação à edição anterior, impulsionada por 114 disciplinas que subiram de posição e outras 37 que estrearam no ranking.

O Brasil ampliou de 16 para 18 o número de disciplinas classificadas entre as 50 melhores do mundo, o maior índice da América Latina. As áreas em que o ensino superior brasileiro apresenta maior competitividade global são Engenharia de Petróleo, Odontologia e Antropologia.

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A Odontologia se destaca com nove universidades brasileiras entre as 100 melhores do mundo na área, enquanto quatro instituições figuram em Antropologia, a segunda mais bem posicionada. Medicina é a disciplina com o maior número absoluto de universidades nacionais ranqueadas, com 18 instituições, lideradas pela USP, que ocupa a 43ª posição mundial.

A Universidade de São Paulo (USP) mantém a hegemonia nacional e regional, liderando com 51 disciplinas classificadas e alcançando a 12ª posição mundial em História da Arte, o melhor resultado já registrado por uma universidade brasileira. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estreou no 38º lugar em Engenharia de Petróleo, e a UFRJ também ingressou no top 50 de Antropologia.

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) recebeu o prêmio de maior crescimento proporcional, com uma taxa de melhoria líquida de 50% nas disciplinas em que figura no ranking.

Apesar dos avanços, Ben Sowter, vice-presidente sênior da QS, fez um diagnóstico que combina otimismo e cautela. Ele destacou que o desempenho brasileiro indica um sistema ganhando “real impulso internacional”, mas ressaltou que o investimento público por aluno ainda está abaixo da média dos países da OCDE. “O próximo teste será se o Brasil conseguirá sustentar esse impulso por meio de um financiamento mais robusto para pesquisa e colaboração global”, afirmou.

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