Brasil mantém 2º lugar em juros reais após decisão do Copom

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Brasil continua a ocupar a segunda posição no ranking dos maiores juros reais do mundo, após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidir nesta quarta-feira (18) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, estabelecendo-a em 14,75% ao ano.

O juro real, que é calculado pela taxa de juros nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses, ficou em 9,51%. De acordo com um levantamento do MoneYou, a liderança do ranking, anteriormente ocupada pela Rússia, foi transferida para a Turquia, que apresenta uma taxa real de 10,38%. A Rússia ocupa agora a terceira posição, com juros reais de 9,41%.

O relatório do MoneYou também destacou que o Brasil enfrenta incertezas inflacionárias, especialmente em relação aos gastos do governo. A situação se torna ainda mais complexa devido à guerra no Oriente Médio. A Argentina, que passou por uma crise econômica sob o governo de Javier Milei, permanece na quarta posição do ranking.

Nesta mesma quarta-feira, o Copom anunciou a redução da taxa básica de juros, que é a primeira desde maio de 2024. Essa decisão encerra um ciclo de cinco reuniões consecutivas em que a Selic foi mantida.

- Publicidade -

Em relação aos juros nominais, que não consideram a inflação, o Brasil ocupa a quarta posição. A lista é liderada pela Turquia com 37,00%, seguida pela Argentina com 29,00% e pela Rússia com 15,50%. Abaixo estão os principais dados sobre as taxas nominais:

1. Turquia: 37,00%
2. Argentina: 29,00%
3. Rússia: 15,50%
4. Brasil: 14,75%
5. Colômbia: 10,25%
6. México: 7,00%
7. África do Sul: 6,75%
8. Hungria: 6,25%
9. Índia: 5,25%
10. Indonésia: 4,75%

Outros países com taxas nominais incluem: Chile (4,50%), Filipinas (4,25%), Israel (4,00%), Hong Kong (4,00%), Austrália (3,85%), Polônia (3,75%), Reino Unido (3,75%), Estados Unidos (3,75%), República Tcheca (3,50%), China (3,00%), Malásia (2,75%), Coreia do Sul (2,50%), Nova Zelândia (2,25%), Canadá (2,25%), Alemanha (2,15%), Áustria (2,15%), Espanha (2,15%), Grécia (2,15%), Holanda (2,15%), Portugal (2,15%), Bélgica (2,15%), França (2,15%), Itália (2,15%), Taiwan (2,00%), Suécia (1,75%), Dinamarca (1,60%), Tailândia (1,00%), Cingapura (0,88%), Japão (0,75%) e Suíça (0,00%).

Compartilhe esta notícia