Brasil, México e Colômbia divulgaram nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, uma nota conjunta solicitando um cessar-fogo imediato no conflito no Oriente Médio e a retomada de negociações diplomáticas para resolver a crise, que teve início com os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro.
No documento, os três países afirmam que as divergências entre Estados devem ser resolvidas por meio da diplomacia e de mecanismos internacionais voltados à solução pacífica de controvérsias. ‘Consideramos indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-fogo imediato para abrir espaços efetivos ao diálogo e à negociação’, destaca o texto.
Os governos também expressaram disposição para contribuir com iniciativas que favoreçam processos de paz e ampliem a confiança entre as partes envolvidas, visando avançar em direção a uma solução política e negociada para a guerra. A manifestação ocorre em um momento de escalada das tensões na região, que tem gerado novos apelos da comunidade internacional pela interrupção das hostilidades e pela retomada de negociações diplomáticas.
A publicação da nota conjunta foi precedida por conversas telefônicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em 11 de março, e com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, dois dias antes. As notas divulgadas pelo Palácio do Planalto sobre esses contatos não mencionaram discussões específicas sobre o conflito no Oriente Médio nem uma eventual coordenação diplomática entre os três países diante da escalada militar.
Nos últimos dias, o governo brasileiro tem reiterado a necessidade de desescalada e de soluções negociadas. Nesta semana, ao anunciar medidas para reduzir o impacto da alta do petróleo sobre o preço do diesel no país, Lula classificou como ‘irresponsabilidade’ as guerras em curso no mundo e voltou a defender a retomada de negociações para encerrar os conflitos.
Os ataques já resultaram em mais de 2.000 mortos em diferentes países do Oriente Médio, incluindo mais de 1.200 vítimas no Irã, além de centenas de mortes registradas no Líbano e em outras áreas afetadas pela escalada militar.


