O Brasil confirmou que mantém boas relações com Cuba e enviou ajuda humanitária ao país. A informação foi divulgada pela secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, embaixadora Gisela Padovan, durante um briefing com jornalistas nesta quarta-feira, 18 de março de 2026.
Os representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) afirmaram que o governo brasileiro observa com cuidado a situação humanitária em Cuba.
““Nós estamos muito preocupados com a situação humanitária da população cubana. Isso é uma preocupação constante do Brasil, de ver que a população está realmente sofrendo. Então nós estamos fazendo várias doações, seja de remédios, seja de alimentos”,”
disse a embaixadora.
O governo brasileiro doou cerca de 20 mil toneladas de arroz, 150 toneladas de feijão, 150 toneladas de arroz polido e 500 toneladas de leite em pó para Cuba, através do Programa Mundial de Alimentos. Além disso, um montante de remédios e vacinas foi enviado ao país caribenho na terça-feira, 17 de março, conforme informou o MRE.
““O objetivo é de que a população cubana, que já sofre há décadas com situações muito difíceis, não tenha mais danos ainda por causa de situações políticas. O Brasil sempre terá essa preocupação humanitária”,”
concluiu Gisela Padovan.
A crise em Cuba se agrava com a recente declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que refletiu sobre a possibilidade de ter a “honra de tomar Cuba” no dia 16 de março, quando a rede elétrica da ilha sofreu um colapso. Trump não confirmou se uma operação militar dos EUA em Cuba seria semelhante a outras intervenções na América Latina.
Na mesma data, a operadora estatal da rede elétrica informou que estava trabalhando para restabelecer a energia em todo o país, que enfrenta cortes intermitentes e racionamento de suprimentos médicos. A maior parte de Havana ainda permanece sem eletricidade.
Cuba, com aproximadamente 10 milhões de habitantes, depende do petróleo para a geração de eletricidade. O bloqueio imposto pelos EUA ao fornecimento de combustível tem agravado a crise energética, levando a aumentos nos preços dos combustíveis, que podem chegar a US$ 9 (R$ 46) o litro no mercado paralelo.

