Brasileira desaparecida na Inglaterra pode ter tentado ligar motor de barco

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

A psicóloga Vitória Figueiredo Barreto, desaparecida na Inglaterra há 10 dias, pode ter tentado fazer uma ligação direta no motor do barco que sumiu do porto de Brightlingsea. A informação foi divulgada pela polícia durante uma reunião com familiares e amigos na quinta-feira (12).

Imagens mostram Vitória em ônibus e na rua em Brightlingsea. Segundo a professora Liliane Silva, que hospedava a cearense, a polícia acredita que as câmeras não conseguiram capturar o rosto da pessoa, mas as evidências indicam que era Vitória.

““Na verdade, a polícia é clara em dizer que as câmeras não conseguiram alcançar o rosto da pessoa, mas que, juntando as imagens e o tempo das imagens, eles trabalham, sim, com a certeza de que era a Vitória”, afirmou Liliane.”

As investigações apontam que Vitória utilizou duas embarcações na madrugada do dia 4 de março. Após passar por cercas em direção ao estaleiro, ela entrou em um barco pequeno e saiu remando sozinha. Em seguida, ela amarrou o primeiro barco e tentou ligar o motor do segundo.

O segundo barco foi encontrado com a parte do motor aberta e os fios expostos, indicando que Vitória tentou fazer uma ligação direta. Sem sucesso, ela desamarrou o barco, que foi levado pela corrente. Liliane destacou que Vitória é habilidosa e costuma resolver problemas mecânicos.

““A gente conseguiu ver a imagem, o vídeo de uma pessoa na pequena embarcação. […] Então, ela pegou um daqueles barquinhos e remou cerca de 100 metros até uma estação onde tinha um barco maior”, detalhou a professora.”

A Polícia de Essex informou que não encontrou um colete salva-vidas da segunda embarcação. O barco foi localizado em uma região de pouca profundidade, o que renovou as esperanças de que Vitória tenha conseguido sair em segurança.

““A região em que o barco parou era uma região rasa. […] Claramente, com tudo isso que ela fez, ela mostrou pra gente que ela estava lutando pela vida dela e não faria nada contra ela própria”, relatou Liliane.”

As buscas foram ampliadas para o rio Blackwater, a península de Dengie, a costa do rio Crouch e a Ilha de Mersea. A polícia continua a investigar a área de Brightlingsea, onde Vitória chegou após pegar um ônibus da Universidade de Essex.

Familiares de Vitória foram orientados a não acessar suas contas, para que os investigadores possam rastrear uma nova localização. O sinal do celular da psicóloga, que indicou uma posição no mar, voltou a ser um indício relevante.

““A localização deste sinal, por volta das 8 horas da manhã do dia 4 de março bate com o horário em que Vitória ainda estaria à deriva na segunda embarcação”, explicou Liliane.”

O governo britânico monitora hospitais e acessos de aeroportos, portos e fronteiras terrestres, afirmando que Vitória não deixou o Reino Unido. A mãe de Vitória, Gleyz Barreto, fez um apelo para que as pessoas acolham a filha caso a encontrem.

““Sabemos que Vitória provavelmente não está se sentindo bem, talvez esteja assustada. Para qualquer pessoa que a vir, por favor, faça com que ela se sinta acolhida, amada e ajude-a a se acalmar”, disse a mãe.”

Vitória estava na Inglaterra para um projeto de pesquisa na Universidade de Essex e desapareceu após almoçar com a amiga. O Itamaraty acompanha o caso por meio do Consulado-Geral do Brasil em Londres.

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