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Internacional

Brasileiro presencia ataque em aeroporto de Dubai antes de voltar ao país

Amanda Rocha
Última atualização: 9 de março de 2026 05:13
Amanda Rocha
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Tempo: 5 min.
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Paulo Vasquez Alvarez, um brasileiro de 84 anos, foi recebido por sua família após ficar confinado em um cruzeiro atracado no porto de Dubai. Ele presenciou um ataque ao aeroporto pouco antes de embarcar de volta ao Brasil.

Apesar do susto, o aposentado retornou para casa em Santos, no litoral de São Paulo, onde foi recebido pela família. “Estou em casa depois de um sufoco enorme logo após cair um drone ou míssil perto de nós no Aeroporto de Dubai, mas, graças ao bom Deus, já estou no convívio alegre com nossos familiares e amigos”, disse Paulo.

O aeroporto estava lotado e, segundo Paulo, o cenário foi de correria. “Sensação horrível e surreal”, descreveu o brasileiro, que chegou em casa na madrugada deste domingo (8), após aterrissar em Guarulhos (SP) por volta de 1h. O voo atrasou em aproximadamente seis horas devido ao ocorrido. “Foi a última emoção para ir embora. A emoção de saideira”, comentou seu filho, Paulo Vasquez Alvarez Júnior, de 53 anos.

Ele e os irmãos, Marcos e Ana Paula Vasquez, acompanharam a viagem do pai por meio de aplicativos. “Eu não conseguia dormir. Eu estava monitorando tudo, o voo dele, por onde passava, até a hora dele chegar”, ressaltou Júnior, que contratou um motorista para buscar Paulo.

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Ao chegar em casa, o aposentado foi surpreendido por uma recepção preparada pelo filho Marcos e pelas netas, que escreveram um cartaz e encheram bexigas em homenagem ao retorno do avô. “Aí veio a emoção à flor da pele e conseguimos respirar aliviados”, disse Marcos.

Os filhos de Paulo relataram momentos de angústia dias antes da chegada do pai. “Ver que a guerra está rolando solta e o teu pai de 84 anos está lá no meio da guerra é um desespero absurdo”, lembrou Júnior. Paulo e sua namorada, que também estava no cruzeiro, receberam assistência da equipe do cruzeiro MSC e do Consulado Brasileiro em Dubai.

“Deram toda a assistência. E aparentemente estavam seguros dentro do navio com todo o suporte de alimentação e internet liberada”, afirmou Marcos. A família estava preocupada com a segurança dele em meio às notícias falsas sobre a guerra e a incerteza sobre o retorno do brasileiro no voo agendado para sábado (7).

Paulo e outros brasileiros do navio receberam uma carta da MSC três dias antes do desembarque, oferecendo uma alternativa de deixar Dubai por via terrestre, mas a família decidiu não aceitar a proposta devido à falta de informações sobre a segurança do percurso. “A Embaixada mesmo falava que não era para sair de nenhum lugar”, esclareceu Marcos.

O voo de Paulo foi confirmado para sábado (7), mas a família ficou apreensiva com a possibilidade de cancelamento. “Quando a gente estava apreensivo e tenso se ia dar tudo certo, veio a notícia que, se saísse do navio, existia a chance de não voltar mais para o navio se o voo fosse cancelado”, relembrou.

A MSC ficou responsável pela transferência do cruzeiro até o aeroporto e garantiu que, caso algo acontecesse, os hóspedes poderiam voltar para o navio. “Então era assim: um nervoso, um sufoco e um alívio, um nervoso, um sufoco e um alívio o tempo inteiro”, disse Marcos, ressaltando que o ataque no aeroporto foi o último momento de tensão.

A MSC Cruzeiros informou que organizou voos para mais de 1.500 hóspedes do MSC Euribia, permitindo que deixassem a região. Até o momento, sete voos já partiram, incluindo voos fretados pela MSC em parceria com a Emirates e a Flydubai, além de voos organizados por governos. “Tenho imenso orgulho de ver como toda a Companhia está se unindo nesta operação de repatriação altamente complexa”, afirmou Pierfrancesco Vago, Presidente Executivo da MSC Cruzeiros.

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