Brasília foi eleita Capital Ibero-Americana de Patrimônio Cultural durante a abertura da reunião internacional do Comitê Setorial de Patrimônio Cultural da União de Cidades Capitais Ibero-Americanas (UCCI), realizada no Palácio do Buriti na quarta-feira (11).
A homenagem reconhece a importância da capital brasileira na preservação do patrimônio cultural e foi aprovada por consenso entre as cidades integrantes da UCCI, que reúne 29 cidades de 24 países e representa mais de 76 milhões de habitantes.
O secretário de Relações Internacionais do DF, Paco Britto, destacou que o título demonstra o reconhecimento mundial da capital e o cuidado com o patrimônio cultural do Distrito Federal.
“”Sobre o resultado simbólico, acredito que, preservando a memória do passado, nós podemos construir um futuro melhor para nossos filhos, corrigindo os erros do passado”,”
afirmou.
Desde 1987, Brasília já possui o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Unesco. Com a nova designação, a cidade amplia sua responsabilidade sobre a preservação e gestão do patrimônio cultural.
A arquiteta Angelina Nardelli Quaglia, da Universidade de Brasília (UnB), comentou que o título fortalece a compreensão de Brasília como o maior sítio urbano tombado do mundo.
“”Na dimensão prática, esse reconhecimento contribui para ampliar a visibilidade do patrimônio cultural da capital, estimular iniciativas de preservação e fortalecer o compromisso institucional com a gestão qualificada de seus bens culturais”,”
explicou.
Angelina também ressaltou que o título contribui para integrar o ordenamento público à preservação patrimonial e garantir que as decisões urbanísticas respeitem a identidade histórica da cidade.
No entanto, a pesquisadora alertou para os desafios na preservação, como a falta de manutenção da memória sobre os patrimônios.
“”A gente observa que há uma série de lugares em Brasília que não têm recebido respeito e valor necessários para que seja dada uma continuidade”,”
disse.
Angelina finalizou afirmando que o título é um mecanismo de segurança, reforçando a necessidade do Governo do Distrito Federal em criar legislação e políticas públicas de qualidade para a manutenção do patrimônio.

