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Leitura: BYD Atto 8: pontos fortes e fracos do SUV híbrido mais caro da marca
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Tecnologia

BYD Atto 8: pontos fortes e fracos do SUV híbrido mais caro da marca

Amanda Rocha
Última atualização: 7 de março de 2026 02:00
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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O BYD Atto 8, apresentado no Salão do Automóvel de 2025, é o híbrido mais caro e completo da marca no Brasil, com preço de R$ 399.990. A montadora busca expandir sua participação no mercado de híbridos, onde atualmente detém cerca de 30% do market share, ao oferecer um SUV de luxo repleto de tecnologia e espaço.

Recentemente, a marca apresentou o modelo em detalhes e proporcionou uma breve experiência ao volante para jornalistas conhecerem os principais atributos do lançamento. O espaço interno é um dos pontos fortes do Atto 8, que possui 20 centímetros a mais de entre-eixos que o Toyota Hilux SW4, o segundo utilitário de sete lugares mais vendido do Brasil. Um motorista de 1,90 metro pode acomodar confortavelmente os passageiros da segunda fileira, embora o acesso à terceira fileira seja complicado, mesmo para pessoas de 1,65 metro.

A BYD se esforçou para oferecer conforto aos passageiros, incluindo controle de zona para as saídas de ar-condicionado nas fileiras traseiras, ajustável por uma tela que controla temperatura, direção do fluxo e intensidade do ar. O couro dos bancos é macio e os ocupantes da segunda fileira contam com ventilação, aquecimento e massagem, recursos raros em veículos dessa faixa de preço. O porta-malas tem capacidade de 960 litros, permitindo que um adulto com mais de 1,70 metro consiga se deitar no assoalho acarpetado.

As impressões ao volante do Atto 8 serão analisadas mais profundamente no futuro, mas o primeiro contato foi limitado. O desempenho do SUV é notável, com 488 cv de potência combinada e torque imediato, permitindo que o veículo de 2.650 kg não pareça lento. A marca promete que o Atto 8 acelera de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos, um desempenho comparável ao de um Porsche 718 Cayman.

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O Atto 8 também apresenta tração integral, com dois motores elétricos, um em cada eixo, trabalhando em conjunto com o motor a combustão. A suspensão foi aprimorada em relação aos primeiros modelos da BYD, oferecendo uma condução mais firme e segura, sem comprometer o conforto em velocidades mais altas.

O modelo possui uma bateria de 35,6 kWh, a maior de um híbrido da BYD, permitindo uma autonomia de 111 km em modo 100% elétrico, segundo o Inmetro. No entanto, não é o híbrido com maior alcance, posição ocupada pelo GWM Wey 07, que alcança 128 km.

O painel de instrumentos é um dos mais completos já vistos em um BYD, com comandos bem distribuídos e sem informações duplicadas. No entanto, a quantidade de alertas sonoros emitidos pelo carro pode ser excessiva, interferindo na experiência musical do motorista.

Um estudo da McKinsey, publicado em 2025, revela que apenas 37% dos clientes de marcas de luxo se consideram leais a uma marca. A BYD aposta que o Atto 8 atraia profissionais bem-sucedidos e suas famílias, oferecendo uma alternativa a SUVs tradicionais de marcas premium, que não possuem a opção de sete lugares. O preço, espaço interno, potência e tecnologia são parte da estratégia da BYD para conquistar esse público.

TAGGED:automóvelBYDHíbridoLuxoMcKinseySalão do AutomóvelSUVTecnologia
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