O caça F-39 Gripen, da Força Aérea Brasileira (FAB), iniciou a defesa do espaço aéreo do Planalto Central, em Brasília, pela primeira vez. A missão foi realizada no final de fevereiro de 2026, marcando um novo marco para as aeronaves suecas no Brasil.
O plano de defesa aérea apresentado pelo país inclui o uso do Gripen, uma das aeronaves mais modernas e tecnológicas em operação. O alerta de defesa aérea no Planalto Central estabelece a função das aeronaves suecas na proteção do espaço aéreo.
O F-39 Gripen é um caça multimissão de última geração, utilizado em missões de defesa aérea, ataque ao solo e reconhecimento. A aeronave é equipada com sistemas, sensores e armamentos modernos, além de oferecer elevada disponibilidade e baixo custo operacional.
Desenvolvido pela sueca Saab em parceria com a Embraer, o Gripen é classificado como um caça inteligente de múltiplo emprego, capaz de realizar diversas missões em uma única saída. No Brasil, o modelo opera no Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) – Jaguar, localizado na Base Aérea de Anápolis (BAAN), em Goiás.
O primeiro F-39 Gripen chegou ao Brasil em 2022, após a assinatura do contrato em 2014. Atualmente, dez unidades estão em operação, consolidando um novo estágio tecnológico e operacional para o poder aéreo brasileiro.
A FAB também realizou o primeiro disparo do míssil Meteor pelo F-39 Gripen em novembro de 2025, em Natal, no Rio Grande do Norte. O Meteor é considerado um dos mísseis mais letais e avançados do mundo.
O Gripen voa em velocidade supersônica, com alcance de 4.000 quilômetros, podendo ser reabastecido no ar. A versão atual do caça consegue carregar 40% a mais de combustível que a anterior, e seu motor F414G possui potência de até 22 mil libras, com velocidade máxima de Mach 2 (2.500 km/h).

