A Câmara de Vereadores de Guarapuava, no Paraná, decidiu na segunda-feira (16) não afastar o vereador Kenny Rogers (MDB), condenado por dirigir embriagado e atropelar um idoso, resultando na morte da vítima. A decisão contraria o pedido do Ministério Público Eleitoral, que solicitava o afastamento imediato do vereador por quebra de decoro parlamentar.
O Conselho de Ética da Câmara optou por abrir um prazo para que Kenny Rogers apresente sua defesa antes de qualquer decisão sobre seu mandato. O vereador, conhecido como Kenny do Cartório, foi condenado em janeiro a 7 anos, 5 meses e 24 dias de prisão em regime semiaberto, mas responde em liberdade e continua no cargo.
O atropelamento ocorreu em 21 de dezembro de 2024, na Avenida Vereador Rubem Siqueira Ribas. Imagens de câmeras de segurança registraram o acidente, onde o carro dirigido por Kenny atingiu José Maceno de Almeida, de 82 anos, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Após o acidente, Kenny foi preso em flagrante, mas liberado em menos de 48 horas. O Ministério Público Eleitoral argumenta que o vereador violou o regimento interno da Câmara ao dirigir sob efeito de álcool e não prestar socorro à vítima, o que justificaria seu afastamento imediato.
““A conduta fere o decoro parlamentar e justificaria o afastamento imediato”, afirmou o Ministério Público.”
O advogado de Kenny, Marinaldo Rattes, recorreu da sentença criminal, argumentando que a perda do cargo só pode ocorrer mediante sentença condenatória com trânsito em julgado. Ele destacou que a defesa contestou a alegação de embriaguez ao volante e que o pedido do Ministério Público não possui força determinativa.
A Câmara de Guarapuava reafirmou seu compromisso com a transparência e a legalidade, garantindo que todos os procedimentos respeitarão o direito de defesa do vereador. O Conselho de Ética analisará as provas e decidirá sobre o afastamento ou cassação do mandato após a apresentação da defesa.


