Os preços futuros do café recuaram na Bolsa de Nova York nesta sexta-feira, 13 de março de 2026. O contrato do arábica para maio caiu 2,31%, atingindo a mínima de uma semana. Essa queda foi influenciada pelas expectativas de uma safra recorde no Brasil e pela valorização do dólar.
Segundo informações do Barchart, os preços do café recuaram de forma acentuada, com a consultoria StoneX revisando sua estimativa para a produção brasileira de café no ciclo 2026/27 para 75,3 milhões de sacas, acima da projeção anterior de 70,7 milhões de sacas divulgada em novembro.
A valorização do índice do dólar, que alcançou o maior nível em três meses e meio, também contribuiu para a queda das cotações da commodity.
Além do café, os preços do cacau também fecharam em baixa na bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em maio recuou 0,54%, para US$ 3.297 por tonelada. O movimento de queda foi influenciado por flutuações cambiais e pela expectativa de melhora na produção, com condições climáticas favoráveis na África Ocidental.
Os estoques monitorados pela ICE subiram para 2.264.484 sacas, o maior nível em sete meses, o que também foi observado pelos investidores.
O açúcar teve leve baixa, com o contrato para maio cotado a US$ 14,37 por libra-peso, recuando 0,07%. Os preços chegaram a subir no início do pregão, mas perderam força ao longo do dia, pressionados pela valorização do dólar.
As perdas foram limitadas pela alta do petróleo, que aumenta as especulações sobre a elevação dos preços da gasolina no Brasil, podendo estimular as usinas a direcionarem mais cana-de-açúcar para a produção de etanol.
Por outro lado, os preços futuros do algodão registraram alta, com o contrato para maio subindo 1,09%, para US$ 65,85 por libra-peso, sustentados por um relatório semanal de vendas externas considerado positivo.
O suco de laranja também encerrou o dia em alta, com o contrato para maio avançando 0,76%, para US$ 1.993,00 por tonelada na bolsa de Nova York.


