Os caminhoneiros estão sob pressão devido à escalada do preço do diesel, que foi impulsionada pela alta do petróleo no mercado internacional, especialmente em meio à guerra no Oriente Médio. Essa situação reacendeu o risco de uma nova paralisação nacional.
Apesar das medidas do governo, como a redução de tributos e tentativas de conter o impacto na bomba, o preço do combustível continua em alta. Isso eleva de forma direta e contínua o custo do transporte rodoviário no Brasil.
O diesel representa uma das principais despesas da atividade dos caminhoneiros, podendo responder por uma fatia relevante do custo total do frete. Assim, o aumento do preço do diesel impacta imediatamente a renda da categoria.
Os caminhoneiros enfrentam dificuldades para repassar esse custo ao valor do frete, que não acompanha a mesma velocidade de alta. Isso comprime as margens de lucro e torna parte das viagens economicamente inviáveis.
Além disso, há uma percepção de que as medidas adotadas até agora não tiveram efeito prático suficiente. A tabela de frete mínimo, criada após a greve de 2018, não é efetivamente cumprida, segundo os caminhoneiros.
Os profissionais apontam falhas na fiscalização e a ausência de penalização consistente para empresas que operam abaixo do piso estabelecido, o que amplia a pressão sobre os valores pagos e reduz ainda mais a renda da categoria.


