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Saúde

Câncer colorretal: novos dados alarmantes e a importância da prevenção

Amanda Rocha
Última atualização: 9 de março de 2026 08:00
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O Instituto Nacional de Câncer (Inca) revisou suas projeções para o câncer colorretal no Brasil, revelando dados alarmantes. Estima-se que haverá 26,3 mil novos casos anuais entre homens, um aumento em relação aos 21,9 mil da estimativa anterior, e 27,5 mil entre mulheres, contra 23,6 mil previstos anteriormente.

Esse aumento é um sinal claro de que é necessário mudar hábitos e a cultura de prevenção. O câncer colorretal se desenvolve no intestino grosso, cólon ou reto, e frequentemente começa de forma silenciosa, a partir de pólipos que, se detectados precocemente, podem ser removidos e tratados.

Sem rastreamento, esses pólipos podem crescer sem apresentar sinais. Os sintomas mais comuns incluem sangue nas fezes, alterações no hábito intestinal, dor abdominal, perda de peso inexplicada, fraqueza, anemia e fezes estreitas ou com muco. Muitas vezes, esses sinais são confundidos com problemas menores, como hemorroidas, resultando em diagnósticos tardios e reduzindo as chances de cura.

A idade é o principal fator de risco, com a incidência aumentando significativamente após os 50 anos. No entanto, a doença tem sido diagnosticada cada vez mais cedo, o que está ligado ao estilo de vida. O consumo excessivo de carnes vermelhas e processadas, sedentarismo, obesidade, tabagismo e consumo de álcool são fatores de risco. Além disso, histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos intestinais e doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, também elevam o risco.

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A boa notícia é que o câncer colorretal é um dos tipos mais evitáveis e tratáveis quando diagnosticado precocemente. A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais. Três entidades médicas, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed) e a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), estão promovendo a campanha Março Azul, que visa conscientizar a população e os profissionais de saúde sobre a importância de hábitos de vida saudáveis e do rastreamento, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, especialmente a partir dos 45 anos.

Março é o mês da conscientização sobre o câncer colorretal, simbolizado pela cor azul. O Março Azul busca tirar o tema do silêncio e colocá-lo em discussão com médicos, na agenda de exames e nas famílias.

O tratamento do câncer colorretal depende do estágio da doença e pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou uma combinação dessas opções. Nos estágios iniciais, a chance de cura supera 90%. Nos estágios avançados, existem opções, mas o tratamento é mais longo e desafiador. O desconhecimento e o adiamento são os maiores inimigos dessa doença. Agende uma consulta e converse com um especialista. O melhor momento para cuidar da saúde é agora.

TAGGED:Câncercâncer colorretalFederação Brasileira de GastroenterologiaInstituto Nacional de CâncerOlival de Oliveira JuniorSociedade Brasileira de ColoproctologiaSociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva
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