Com o fim da patente de Ozempic e Wegovy, as canetas de aplicação semanal com semaglutida para o tratamento do diabetes e da obesidade podem chegar às farmácias do Brasil nos próximos anos.
Na realidade, não se trata de “genéricos”, mas de “similares”, classificação aplicada a medicamentos mais complexos, como os biológicos. A patente deve cair no dia 20 de março deste ano.
Até o momento, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu 14 pedidos de análise para medicações à base de semaglutida. O processo para validação pode levar meses, pois é necessário comprovar dados sobre os efeitos e a segurança dos produtos.
Entre as farmacêuticas nacionais que buscam alternativas à família Ozempic, da dinamarquesa Novo Nordisk, estão a EMS, a Hypera Pharma, a Cimed, a Prati-Donaduzzi e a Biomm.
A Eurofarma fez uma parceria com a Novo Nordisk para distribuir canetas similares de aplicação mensal. Com a chegada de medicações nacionais e maior oferta nas drogarias, espera-se que os preços diminuam e os remédios se tornem mais acessíveis.
Atualmente, já existem versões similares das canetas de aplicação diária, baseadas na liraglutida e fabricadas pelo laboratório EMS, destinadas a pacientes com diabetes e obesidade.
Por ora, não há nomes comerciais anunciados nem previsão de lançamento, pois tudo depende da conclusão das etapas de desenvolvimento e do aval da Anvisa.
Em paralelo, a Novo Nordisk aposta em sua versão mais potente da semaglutida em comprimido, o Wegovy pill, já aprovado e comercializado nos Estados Unidos. A Eli Lilly, com o Mounjaro, também pretende lançar uma pílula para a obesidade assim que receber a chancela regulatória.


