A Casa Branca anunciou nesta terça-feira (10) que a Marinha dos EUA não escoltou nenhum petroleiro pelo Estreito de Ormuz. A declaração foi feita após o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, ter publicado e depois apagado uma mensagem afirmando que ativos navais haviam realizado essa escolta.
A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, confirmou: “Posso confirmar que a Marinha dos EUA não escoltou nenhum petroleiro ou embarcação até o momento”. Ela acrescentou que essa opção está disponível e pode ser utilizada pelo presidente quando necessário.
Um porta-voz do Departamento de Energia esclareceu que o vídeo postado por Wright na rede social X foi “legendado incorretamente pela equipe do Departamento de Energia”. O porta-voz também informou que o presidente Trump e sua equipe estão monitorando a situação e discutindo com líderes do setor sobre a possibilidade de manter o Estreito de Ormuz aberto.
Na mesma coletiva, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, afirmou que, se solicitado a escoltar petroleiros, as Forças Armadas analisariam as opções para criar as condições militares necessárias para essa operação.
Na semana passada, Trump mencionou a ideia de escoltas navais, mas na segunda-feira (9) expressou a esperança de que essa medida não fosse necessária. O planejamento interno sobre o momento e as condições para uma operação naval dos EUA tem sido um foco central do governo.
Os preços do petróleo, que já estavam em queda, recuaram ainda mais após a publicação de Wright, mas se recuperaram parcialmente depois que a mensagem foi apagada. Antes da publicação, o petróleo bruto nos EUA era negociado a pouco mais de US$ 84 por barril, caiu para US$ 76,73 e, posteriormente, se recuperou para cerca de US$ 84,70 por barril às 14h23 (horário do leste dos EUA).


