Casal é preso no RS suspeito de envolvimento em morte de corretora de imóveis em SC

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

Um casal foi preso em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, suspeito de estar envolvido na morte da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, em Santa Catarina.

Os detidos eram vizinhos da vítima. O homem, de 27 anos, estava foragido do estado de São Paulo por um latrocínio, e sua companheira, de 30 anos, também foi presa. Eles teriam fugido para o Rio Grande do Sul.

O corpo de Luciani foi encontrado esquartejado.

“”Absolutamente nada justifica uma crueldade dessa”, disse um familiar que prefere não ser identificado.”

O corpo estava sem cabeça, pés e braços e foi descoberto por moradores que avistaram um saco suspeito dentro de um córrego e acionaram a polícia.

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que os materiais genéticos foram submetidos a exames laboratoriais, incluindo análises de DNA.

“”O conjunto de informações colhidas permitiu apontar que o tronco de um corpo feminino encontrado na cidade de Major Gercino, no dia 9, com sinais de esquartejamento e desmembramento, era o da vítima Luciane”, afirmou a polícia.”

Segundo a investigação, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento da vítima, quando foi retirado.

A investigação continua para coletar mais elementos, mas a dinâmica e a autoria dos crimes de latrocínio e ocultação de cadáver já foram esclarecidas. Há cinco suspeitos de envolvimento no crime: uma mulher de 30 anos, um homem de 27 anos, um adolescente de 14 anos, a mãe dos dois e Ângela Maria Moro, de 47 anos, presa na quinta-feira (12) por receptação ao ser encontrada com pertences da vítima.

Após o desaparecimento de Luciani, foram feitas compras utilizando seu CPF. A Polícia Civil monitorou os endereços de entrega dos produtos, todos localizados em Florianópolis. Durante o monitoramento, policiais abordaram um adolescente de 14 anos que buscava algumas das encomendas. Ele afirmou que os produtos eram destinados ao irmão.

Os agentes foram até uma pousada, onde encontraram a suspeita que se apresentou como responsável pelo local. Em um dos apartamentos da pousada, os policiais descobriram duas malas com pertences da corretora, além de diversos itens comprados em nome dela, como dois arcos de balestra, um controle de videogame e uma televisão. O carro da corretora, um HB20, também foi encontrado na pousada.

Depoimentos indicaram que objetos da vítima teriam sido escondidos e que houve tentativas de dificultar o trabalho da polícia. Para o Ministério Público, os fatos sugerem que o caso vai além de um crime patrimonial.

O irmão de Luciani, Matheus Estivalet Freitas, relatou que ela morava sozinha e enviava mensagens diárias para a família. O último contato ocorreu em 4 de março. Após receber mensagens suspeitas enviadas pelo celular da corretora, repletas de erros gramaticais, a família decidiu registrar o desaparecimento na polícia. Em uma das mensagens, Luciani afirma que está bem, mas que estaria sendo perseguida por um ex-namorado.

A proprietária de um imóvel administrado por Luciani também recebeu mensagens suspeitas após um atraso no pagamento de faturas.

Compartilhe esta notícia