Caso de Felipeh Campos destaca sinais de dengue que podem levar a risco de morte

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A internação do jornalista e apresentador Felipeh Campos, de 52 anos, em São Paulo, devido a um quadro grave de dengue, ressalta uma face menos comum e mais perigosa da doença. Sem previsão de alta, seu caso evidencia como a infecção pode evoluir rapidamente e levar a complicações potencialmente fatais quando surgem sinais de alerta.

A dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, pode avançar para formas mais severas, conhecidas como dengue grave. Este termo foi adotado pela Organização Mundial da Saúde em 2009 para substituir a antiga classificação de dengue hemorrágica, refletindo que nem todos os quadros críticos envolvem sangramentos.

A dengue se torna grave quando provoca sintomas como choque, dificuldade respiratória, sangramentos intensos e comprometimento de múltiplos órgãos. Antes disso, muitos pacientes passam por um estágio intermediário chamado dengue com sinais de alarme, que indica risco elevado de agravamento. Esse período pode surgir rapidamente, inclusive após a febre desaparecer, exigindo atenção redobrada mesmo quando há aparente melhora inicial do quadro.

Entre os principais sinais de alarme estão dor abdominal intensa, vômitos persistentes, retenção de líquidos, queda de pressão ao se levantar, aumento do fígado e alterações em exames laboratoriais. Um dos indicadores mais relevantes é a queda acentuada das plaquetas no sangue, condição conhecida como trombocitopenia. No caso de Felipeh Campos, a contagem chegou a cerca de 25 mil por microlitro, muito abaixo do intervalo considerado normal, entre 150 mil e 450 mil.

- Publicidade -

Esses sinais indicam a necessidade de monitoramento médico rigoroso para evitar a progressão para formas mais graves da doença. Não há um tratamento específico capaz de eliminar o vírus da dengue, por isso, o cuidado médico se concentra no controle dos sintomas e na prevenção de complicações.

A principal causa de morte associada à doença é a desidratação, o que torna fundamental o acompanhamento hospitalar com reposição de líquidos por via intravenosa. Além da hidratação, os pacientes devem ser monitorados continuamente e receber intervenções conforme os sintomas apresentados. O tratamento varia de acordo com cada caso, com o objetivo de manter o organismo estável até que consiga combater a infecção.

A identificação rápida dos sinais de alarme e a internação precoce aumentam significativamente as chances de evitar complicações graves. Quanto mais cedo o paciente recebe suporte hospitalar, maior a possibilidade de controle do quadro. O caso de Felipeh Campos reforça a importância de reconhecer os sintomas que indicam agravamento e buscar atendimento imediato, especialmente em um cenário em que a dengue segue sendo um desafio relevante para a saúde pública.

Compartilhe esta notícia