Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, mãe e padrasto do menino Henry Borel, estão presos no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O casal é réu pela morte de Henry e passará por julgamento no tribunal do júri na próxima segunda-feira, dia 23 de março.
Conforme a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Monique está detida no Instituto Penal Talavera Bruce, uma das maiores penitenciárias femininas do estado. Jairo, conhecido como Dr. Jairinho, está preso no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, popularmente chamado de Bangu 8.
Henry Borel faleceu no dia 8 de março de 2021, em circunstâncias que ocorreram no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto. O casal alegou que o menino teria sofrido um acidente doméstico. No entanto, ambos foram presos sob a acusação de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
A trajetória de Monique no sistema prisional tem sido marcada por idas e vindas. Em 2022, ela obteve prisão domiciliar, mas em julho de 2023, retornou à prisão após determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Em 2025, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva de Monique, destacando a importância da custódia para a ordem pública e para a aplicação da lei penal.
Jairo, que era médico e exerceu a carreira política como vereador, perdeu seus títulos após as investigações sobre a morte de Henry. Ele teve seu registro profissional cancelado pelo Cremerj e foi expulso do partido Solidariedade, além de ter seu mandato cassado.
Leniel Borel, pai de Henry, aguarda a condenação dos réus, que vão a júri popular no dia 23 de março. Ele expressou sua expectativa: “Meu filho foi brutalmente assassinado na presença da mãe e do padrasto. Minha expectativa para esse júri é de muita ansiedade, e eu espero que a justiça seja feita na proporção da brutalidade que cometeram.” Leniel espera uma pena alta para o casal: “Eu espero, no mínimo, de 50 a mais de 70 anos para aqueles dois.”
O laudo de necropsia do Instituto Médico-Legal apontou que Henry sofreu 23 ferimentos pelo corpo, e a causa da morte foi identificada como hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação contundente. As investigações da Polícia Civil revelaram que a criança era submetida a uma rotina de agressões e torturas praticadas por Dr. Jairinho, com o consentimento de Monique, que já havia sido alertada sobre as violências.

