O ator Jackson Antunes, de 65 anos, revelou que recebeu um transplante de rim doado por sua esposa, a atriz Cristiana Britto. O ator está em recuperação após o procedimento. A história do casal será exibida no programa Fantástico no próximo domingo, dia 8.
A atriz compartilhou os momentos difíceis enfrentados após o diagnóstico de Jackson e explicou sua decisão de ser doadora:
““Meu maior medo é não estar perto dele”.”
O Brasil é referência mundial em transplantes de órgãos, com 85% realizados pelo Sistema Único de Saúde. Além da doação de órgãos de pessoas falecidas, é possível realizar doações em vida, desde que sejam gratuitas e voluntárias, pois a comercialização de órgãos é crime no país.
Para ser um doador vivo, é necessário ser maior de idade, juridicamente capaz, estar em boas condições de saúde e aceitar a doação, sem que isso prejudique sua saúde. Os órgãos que podem ser doados em vida incluem um dos rins, parte do fígado, do pulmão ou medula óssea, sendo essencial a compatibilidade sanguínea.
Antes da doação, o potencial doador passa por uma série de exames para verificar a compatibilidade e a saúde geral. O histórico clínico, doenças prévias e a presença de doenças crônicas são avaliados, além de uma avaliação psicológica completa.
Como em qualquer cirurgia com anestesia geral, o doador enfrenta riscos normais e sintomas no pós-operatório. Um único rim pode desempenhar as funções necessárias, e a recuperação pode ocorrer em algumas semanas.
A legislação permite que cônjuges e familiares até o quarto grau sejam doadores em vida. Para doações entre pessoas não relacionadas, é necessária autorização judicial, exceto em casos de doação de medula óssea. A lei também proíbe a doação por pessoas incapazes e gestantes.

