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Segurança

Caso de jovem morta por esganadura em SP completa 18 meses sem suspeitos

Amanda Rocha
Última atualização: 15 de março de 2026 06:00
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A jovem Luciana Vitória da Conceição Guerra, de 17 anos, foi encontrada morta em sua casa na Zona Sul de São Paulo em 21 de agosto de 2024. O caso segue sem suspeitos após 18 meses de investigação.

Luciana estava no último ano do Ensino Médio e sonhava em cursar psicologia. Ela foi encontrada desacordada pelo irmão, Lucas Miller Ramos, que a socorreu com a ajuda de vizinhos. A adolescente foi levada à Unidade de Pronto-Atendimento, mas não resistiu.

A causa da morte foi identificada como asfixia mecânica por esganadura, conforme laudos do Instituto de Criminalística. A perícia também encontrou sêmen na calcinha da jovem e manchas de sangue na calça jeans que ela usava.

A mãe de Luciana, Mônica Maria da Conceição, expressou sua indignação com a demora na investigação. Ela afirmou que sua vida foi destruída após a morte da filha e que vive com medo desde então.

““Minha vida está destruída. Eu vendi a minha casa, tive que ir para outro lugar. Eu ando sempre com medo e preocupada, porque uma pessoa entrou numa casa com uma mulher sozinha e a matou”, disse Mônica.”

O crime foi inicialmente registrado como morte suspeita, mas passou a ser tratado como homicídio doloso após a identificação de sinais de violência. A polícia ainda não realizou a comparação do sêmen encontrado com o material genético de familiares e vizinhos.

O advogado da família, Ewerton Carvalho, criticou a falta de progresso nas investigações, especialmente em relação aos exames de DNA. Ele destacou que há lacunas nas gravações de câmeras de segurança que poderiam ajudar a elucidar o caso.

““Infelizmente, até o momento, nem os resultados dos exames de DNA ficaram prontos. Não houve Justiça”, afirmou Mônica.”

Luciana era uma jovem talentosa, apaixonada por artes e envolvida em projetos sociais. Sua morte interrompeu não apenas seus sonhos, mas também os planos de sua mãe, que se formou em Direito em 2024 e não conseguiu retomar os estudos após a tragédia.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que o caso segue sendo investigado, mas não explicou a razão da demora nos exames.

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