O Nordeste brasileiro conta com diversos centros de apoio a mulheres vítimas de violência, oferecendo serviços variados para atender às necessidades específicas de cada vítima. A violência pode ser física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial, e as iniciativas buscam proporcionar acolhimento adequado.
No Recife, o Centro de Referência Clarice Lispector acolhe mulheres em situação de vulnerabilidade, oferecendo orientações multidisciplinares. O espaço conta com uma equipe composta por psicólogas, assistentes sociais, advogadas e educadoras sociais, além de abrigo emergencial para as vítimas e seus filhos.
Em Alagoas, o Centro de Defesa dos Direitos da Mulher oferece cursos de preparação profissional, cultura e arte, visando a autonomia financeira das mulheres. Já em Sergipe, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher de Aracaju permite que mulheres em medida protetiva participem de rodas terapêuticas e tenham acesso a serviços de apoio sem precisar ir a uma delegacia.
Na Bahia, a Casa da Mulher Brasileira em Salvador acolhe mulheres com uma equipe psicossocial e pode encaminhá-las para delegacias e outros serviços, enquanto o Centro de Referência Loreta Valadares oferece apoio social e jurídico, além de abrigo em caso de risco de vida.
No Maranhão, a Casa da Mulher Brasileira em São Luís centraliza serviços de atendimento e oferece o programa Aluguel Maria da Penha, que garante auxílio de R$ 600 por até 12 meses para mulheres com medida protetiva. O estado também possui uma rede de atendimento 24 horas e um aplicativo para denúncias.
O Piauí se destaca com a Delegacia do Feminicídio, a primeira especializada no Brasil, e o serviço B.O. Fácil, que permite registrar boletins de ocorrência via WhatsApp. Em Fortaleza, no Ceará, o programa Abrigo Amigo oferece suporte em pontos de ônibus com videochamadas para atendimento remoto.
No Rio Grande do Norte, o auxílio-aluguel é concedido em Natal, e o programa Maria Vai à Cidade promove ações de prevenção à violência. Em Campina Grande, na Paraíba, mulheres com medidas protetivas têm gratuidade na passagem de ônibus, e em João Pessoa, a prefeitura ampliou o horário para que mulheres possam solicitar paradas em locais seguros.


