O CEO do HSBC, Georges Elhedery, afirmou na segunda-feira (9) que o banco permanece confiante nas perspectivas econômicas dos países do Golfo, mesmo com a guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irã impactando a região.
Elhedery destacou que a “convicção do HSBC nos fundamentos e no futuro do CCG (Conselho de Cooperação do Golfo) permanece inalterada”. Essas declarações são algumas das primeiras de um executivo de um banco internacional sobre a crescente crise no Oriente Médio.
O HSBC, assim como outros credores internacionais, busca expandir suas operações no Golfo, considerando a região fundamental para sua estratégia de capitalizar negócios globais inter-regionais e fluxos de capital, visando aumentar a lucratividade do banco.
Embora o HSBC não divulgue a contribuição específica do Oriente Médio para seus lucros, uma análise da Reuters revelou que os negócios nos Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita, que representam a maior parte das atividades do banco na região, contribuíram com 5% dos lucros gerais do grupo anualmente nos últimos cinco anos.
““O HSBC continua firme em sua confiança no CCG e na força, resiliência e promessa de longo prazo da região”, disse Elhedery.”
Ele acrescentou que acredita que os próximos anos trarão estabilidade, crescimento e prosperidade renovados.
Em uma teleconferência realizada em 25 de fevereiro, Elhedery mencionou que o “corredor Ásia-Oriente Médio está se tornando um eixo determinante do crescimento global”, ressaltando que os Emirados Árabes Unidos são um mercado-chave para a estratégia do banco de aumentar as taxas de gestão de patrimônio.
Desde o início da guerra, há 10 dias, drones e mísseis balísticos iranianos atingiram países do GCC, que inclui Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita, Catar, Omã e Emirados Árabes Unidos, afetando severamente as exportações de petróleo e gás que sustentam as receitas da região.


