A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu, na tarde de quinta-feira (12), Tiago Benhur Flores Pereira, conhecido como Benhur, em uma casa de luxo em Santa Catarina. Ele era considerado o número 1 da lista vermelha do estado e um dos homens mais procurados do Brasil.
Benhur estava foragido desde julho de 2024, quando rompeu a tornozeleira eletrônica durante uma prisão domiciliar humanitária. Ele possui uma pena total superior a 150 anos de prisão e é apontado como uma das principais lideranças da maior organização criminosa do estado.
A prisão ocorreu após um ano e meio de monitoramento. O delegado Carlos Wendt, do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (DENARC), informou que a casa onde Benhur estava escondido foi cercada antes da abordagem. Ele não ofereceu resistência e foi encontrado junto com a companheira.
““Levamos um grande efetivo, fizemos todo um cercamento na região da mata que tinha em volta, estávamos com um helicóptero também nos apoiando”, disse Wendt.”
No local, foram apreendidos dois carros de luxo e aparelhos de telefone celular. Benhur é considerado responsável por grandes cargas de drogas que ingressam no estado, movimentando um esquema milionário.
A Polícia Civil investiga a propriedade do imóvel onde ele estava escondido e analisa os elementos encontrados. O homem deve passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (13), e a polícia planeja solicitar sua transferência para o Rio Grande do Sul.
Benhur tinha ao menos cinco mandados de prisão ativos, incluindo três preventivos relacionados a investigações sobre organização criminosa. Um dos mandados foi expedido dias antes de sua fuga, quando ele foi autorizado a cumprir pena em casa devido a problemas de saúde.
Em 2017, Benhur foi apontado como mentor de um plano para construir um túnel de fuga em massa do Presídio Central de Porto Alegre, que foi frustrado pela Operação Túnel Santo. O projeto custou cerca de R$ 1 milhão e visava libertar mais de mil presos da mesma facção.
Além de sua condenação por esse crime, sua ficha criminal inclui organização criminosa, roubo majorado, tráfico de drogas, associação para o tráfico e receptação. Dentro do sistema prisional, ele exercia influência significativa, sendo considerado o ‘prefeito’ dos detentos do Pavilhão B do Presídio Central.


