O chefe de gabinete da Prefeitura de Gramado, Rafael Ronsoni, foi exonerado após notificação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). A exoneração ocorreu em 13 de março de 2026, após sua condenação pelo crime de peculato.
Em fevereiro, a 4ª Câmara Criminal confirmou a condenação de Ronsoni, que foi sentenciado a mais de quatro anos de reclusão em regime semiaberto e ao pagamento de multa. A investigação comprovou 10 episódios de desvio de bens e serviços públicos, ocorridos em 2013, quando ele era secretário de Obras do município.
O MPRS notificou o prefeito Nestor Tissot, uma vez que a Lei Municipal da Ficha Limpa proíbe pessoas condenadas por crimes contra a Administração Pública de ocupar cargos de comissão no Poder Executivo. O promotor de Justiça Max Roberto Guazzelli deu 48 horas para que o prefeito comprovasse a exoneração de Ronsoni.
Conforme publicação no Diário Oficial do município, Ronsoni pediu para deixar o cargo e foi exonerado no mesmo dia. Em nota, ele não comentou sobre a exoneração, mas anunciou seu retorno à Câmara de Vereadores de Gramado pelo Progressistas. “A partir de segunda-feira, dia 16 de março, retorno à Câmara de Vereadores de Gramado com o coração cheio de gratidão, responsabilidade e ainda mais vontade de trabalhar por nossa comunidade”, afirmou Ronsoni.
Ele havia assumido o cargo de chefe de gabinete em 1º de janeiro de 2026. A reportagem buscou um posicionamento da prefeitura de Gramado, mas não obteve resposta sobre o caso.

