Mato Grosso registrou um aumento significativo nas exportações de carne bovina em janeiro de 2026. O Chile elevou suas compras de carne bovina do estado em 52,4% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, conforme comunicado do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) divulgado nesta segunda-feira, 16 de março.
Com isso, o Chile se tornou o terceiro principal destino da carne bovina de Mato Grosso no primeiro mês deste ano. O volume exportado subiu de 2,7 mil toneladas para 4,2 mil toneladas, evidenciando a crescente importância do mercado chileno para o setor.
Em 2025, o Chile já havia se consolidado como o terceiro maior comprador de carne bovina de Mato Grosso, adquirindo 47,7 mil toneladas, um crescimento de 44,8% em relação a 2024, quando importou 32,5 mil toneladas e ocupava a sétima posição entre os destinos da proteína estadual.
O aumento nas exportações ocorre em um momento em que a produção agropecuária busca diversificar seus mercados compradores. Nos últimos dois anos, Mato Grosso conquistou 15 novos mercados internacionais para fortalecer sua pauta exportadora.
Além disso, a pecuária do estado bateu um novo recorde em 2025, com mais de sete milhões de bovinos abatidos, representando um aumento de 1,44% em relação a 2024. Os produtores aguardam com expectativa o acordo entre Mercosul e União Europeia, que poderá criar a maior zona de livre comércio do mundo, beneficiando Mato Grosso com redução tarifária e acesso ampliado aos mercados.
O consumidor chileno tem preferência por cortes desossados, carne refrigerada e padronização no acabamento. Esses fatores favorecem estados com estrutura industrial consolidada, como Mato Grosso. O Imac destaca que os importadores chilenos exigem um acabamento específico nos cortes, o que demanda adaptações das indústrias frigoríficas aos padrões locais de consumo.
A economia de Mato Grosso ainda é concentrada em quase 40% na agricultura e pecuária, enquanto a produção industrial destina cerca de 50% para alimentos e 10% para biocombustíveis. Apesar dessa concentração, o estado busca ampliar a diversificação nas exportações, especialmente após as tarifas impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump, que levaram a um aumento nas vendas de carne bovina para Argentina, Uruguai e China.


