Chile inicia construção de barreiras na fronteira com o Peru

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

No dia 16 de março de 2026, o presidente do Chile, José Antonio Kast, deu início à construção de barreiras na fronteira com o Peru. A medida visa conter a entrada de migrantes irregulares provenientes do Peru e da Bolívia.

O governo chileno estabeleceu um prazo de 90 dias para a conclusão das obras, mas não especificou o tipo de infraestrutura que será utilizada para fechar a passagem em três regiões do norte do país.

Durante a cerimônia, Kast afirmou:

““Hoje começamos a frear a migração irregular””

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. Ele estava presente em frente a uma escavadeira que realizava uma vala nas proximidades do posto fronteiriço de Chacalluta, localizado na cidade de Arica.

Além da região de Arica, o plano de obras abrange também as regiões de Antofagasta e Tarapacá, onde se encontra Colchane, um ponto de entrada significativo para migrantes irregulares vindos da Bolívia.

Dados oficiais indicam que, no Chile, com uma população de 20 milhões de habitantes, existem cerca de 337 mil migrantes irregulares, a maioria deles venezuelanos. O ministro do Interior, Claudio Alvarado, informou que as barreiras físicas terão uma extensão aproximada de 500 km.

O projeto, denominado Escudo fronteiriço, também inclui o envio de mais militares para a região e a implementação de tecnologias de monitoramento. Kast destacou que, nos últimos anos,

““o Chile foi vulnerado pela imigração ilegal, pelo narcotráfico e pelo crime organizado””

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.

Apesar das preocupações, as entradas irregulares no país apresentaram uma queda contínua desde o pico observado em 2021. Em 2025, houve uma redução de 10,2% em relação ao ano anterior, com um total de 26.275 denúncias de entradas por passagens não autorizadas, segundo o Serviço Nacional de Migrações.

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