O Chile passou por uma mudança significativa com a posse de José Antonio Kast na quarta-feira, 11 de março de 2026. Essa transição representa uma virada à direita, 36 anos após o fim da ditadura militar de Augusto Pinochet, que governou o país de 1973 a 1990.
Embora o país tenha experimentado duas gestões do conservador Sebastián Piñera entre 2010 e 2014 e 2018 e 2022, Kast traz uma abordagem diferente. Com 60 anos, ele adota uma pauta comportamental que remete ao período de Pinochet e se alinha com as posições de Donald Trump. Kast propõe um “governo de emergência” focado no controle da criminalidade, na limitação da migração ilegal e no combate ao aborto.
A nova administração chilena se junta a outros países da América do Sul que também rejeitaram candidatos de esquerda, como a Argentina de Javier Milei, o Paraguai de Santiago Peña e o Equador de Daniel Noboa.
Ao deixar o Palácio de La Moneda, Gabriel Boric fez uma declaração sincera, lembrando a memória de Salvador Allende, ex-presidente socialista deposto pelo golpe de Pinochet. Ele afirmou: “A dignidade de Allende não será manchada por quaisquer erros que eu possa ter cometido”.
Os próximos passos do Chile sob a liderança de Kast merecem atenção cuidadosa.


