China aprova dispositivo BCI para paralisia, primeira no mundo

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O órgão regulador de medicamentos da China anunciou nesta sexta-feira (13) a aprovação de um sistema de interface cérebro-computador (BCI) que auxilia na restauração da capacidade de movimento das mãos. Este é o primeiro dispositivo BCI aprovado mundialmente para uso comercial.

Fabricado pela Borui Kang Medical Technology, de Xangai, o dispositivo visa ajudar pessoas com diferentes formas de paralisia a recuperar movimentos e comunicação. Ele é projetado especificamente para pacientes com tetraplegia resultante de lesões na medula espinhal cervical, permitindo que utilizem as mãos para agarrar objetos por meio de uma luva.

O sistema é classificado como invasivo, pois os eletrodos são inseridos diretamente no cérebro, ao invés de ficarem na superfície. A tecnologia utiliza uma implantação extradural minimamente invasiva e é equipada com tecnologia sem fio.

A Administração Nacional de Produtos Médicos da China destacou que os produtos de BCI, como o aprovado, foram priorizados, considerando o setor como uma “indústria do futuro” no último plano quinquenal de Pequim, divulgado na semana passada.

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Especialistas afirmaram que a tecnologia BCI pode entrar em uso público prático na China dentro de três a cinco anos, à medida que os produtos se desenvolvem. A China busca alcançar startups dos EUA, como a Neuralink, de Elon Musk.

Os pacientes que podem utilizar o dispositivo devem ter entre 18 e 60 anos e apresentar um tipo específico de lesão na medula espinhal. O diagnóstico deve ter pelo menos um ano e os pacientes devem estar em uma condição estável por seis meses após o tratamento padrão. Eles devem ser incapazes de agarrar objetos com as mãos, mas manter alguma função nos braços.

Dados dos ensaios clínicos indicaram uma melhora significativa na capacidade de agarrar dos participantes, o que contribuiu para uma melhor qualidade de vida dos pacientes.

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