A China está em contato com “todas as partes” sobre a situação no Estreito de Ormuz, conforme afirmou o Ministério das Relações Exteriores nesta segunda-feira, 16 de março de 2026. O ministério reiterou o apelo do país por uma redução da escalada do conflito no Oriente Médio.
Durante uma coletiva de imprensa, o porta-voz do ministério, Lin Jian, foi questionado se Pequim recebeu algum pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para auxiliar na segurança do Estreito, uma via vital para o transporte global de energia. “Estamos em contato com todas as partes sobre a situação atual e estamos comprometidos em promover o alívio e a resolução da situação”, disse Lin aos repórteres.
Lin também enfatizou que a China reiterou seu apelo para que todas as partes cessem imediatamente os combates, a fim de evitar uma escalada e consequências econômicas mais amplas.
O Estreito de Ormuz é uma área de grande importância econômica, especialmente em meio ao conflito entre os Estados Unidos e Israel com o Irã, que teve início em 28 de fevereiro de 2026. Um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã, além de diversas autoridades do regime iraniano.
Os Estados Unidos alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano realizou ataques contra países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e de Israel.
Desde o início do conflito, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos. O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, apoiado pelo Irã, atacou Israel em retaliação à morte de Ali Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah.
Com a morte de grande parte da liderança iraniana, um novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, foi eleito. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


