O Ministério das Relações Exteriores da China pediu, nesta sexta-feira (6), que todas as partes cessem imediatamente as ações militares no Estreito de Ormuz e suas águas adjacentes. A declaração enfatiza a importância do estreito como um corredor internacional para o comércio de bens e energia.
A solicitação foi feita em resposta a uma pergunta da Reuters sobre as negociações entre a China e o Irã, que visam garantir a passagem segura de navios petroleiros e de gás natural liquefeito do Catar pelo Estreito de Ormuz. Essa demanda surge em meio à intensificação da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, que já dura sete dias.
A guerra resultou no fechamento praticamente total da passagem marítima, afetando o fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito, que representa um quinto do total mundial. Relatos indicam que o Irã enfrentou a noite com o maior número de bombardeios até o momento.
O assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, mencionou que as Forças Armadas dos Estados Unidos estão elaborando um plano para facilitar a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, embora não tenha fornecido detalhes sobre o cronograma.
Desde o início da operação conjunta dos EUA e Israel contra o Irã, os preços do petróleo dispararam, gerando preocupações sobre a desestabilização da economia global. A guerra se intensificou após um ataque norte-americano que atingiu um navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka, paralisando o transporte marítimo pelo estreito e interrompendo o fluxo vital de petróleo e gás do Oriente Médio.


