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Leitura: Chuvas intensas afetam colheita de soja e plantio de milho no Tocantins
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Agronegócio

Chuvas intensas afetam colheita de soja e plantio de milho no Tocantins

Amanda Rocha
Última atualização: 15 de março de 2026 19:53
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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As fortes chuvas que atingem o Tocantins desde o fim de janeiro têm causado prejuízos significativos para o setor produtivo de grãos. Com o solo encharcado e a persistência da instabilidade, produtores rurais enfrentam atrasos na colheita da soja e no plantio da segunda safra, comprometendo o ciclo do milho no estado.

Em Silvanópolis, o produtor Marcos Roberto Abentroth, que plantou sete mil hectares de soja, relata a dificuldade de avançar com o serviço.

“”Era para estar com 70% de área colhida, mais ou menos, e hoje nós estamos em torno de 35%, porque a chuva está começando a apertar bastante””

, afirmou.

De acordo com a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Tocantins (Aprosoja), o problema é generalizado. A janela ideal para o plantio do milho se encerrou no dia 28 de fevereiro, mas muitos agricultores ainda não conseguiram finalizar a retirada da soja devido à impossibilidade de colocar as máquinas em campo.

Embora os prejuízos financeiros ainda não tenham sido totalmente contabilizados, a perda da janela climática é um fator determinante para a queda na produtividade.

“”No período forte da colheita, nessa última semana de fevereiro e primeira semana de março, veio muita chuva, índices acima da média. Isso fez com que a soja dos produtores estragasse, se deteriorasse””

, comentou Thiago Facco, vice-presidente da Aprosoja.

Além dos problemas diretos nas lavouras, o escoamento da produção e o acesso às propriedades estão seriamente prejudicados. Pelo menos 15 pontes desabaram em rodovias estaduais e estradas vicinais. Trechos importantes, como a TO-446 entre Miranorte e Abreulândia, tornaram-se inviáveis para o tráfego.

Na BR-010, que liga Itacajá a Santa Maria, tratores precisam auxiliar veículos que atolam nos lamaçais. A situação acaba impedindo a entrada dos caminhões e maquinários, atrapalhando toda a logística da cadeia produtiva.

As consequências do temporal também atingem os moradores e o cotidiano das cidades. Em Sandolândia, cerca de 180 famílias de comunidades rurais ficaram isoladas após pontes desabarem. As cheias nos rios causaram problemas no abastecimento de Monte do Carmo e Lajeado.

Em Palmeiras do Tocantins, ônibus escolares atolaram, obrigando alunos a caminharem longos trajetos pelo barro ou resultando na suspensão das aulas. Outras regiões rurais próximas também tiveram o transporte escolar afetado. Em Peixe, no setor Boa Vista, a inundação atingiu ruas e quintais de residências. No caso de Gurupi, bairros ficaram debaixo d’água e animais domésticos foram resgatados por moradores.

A Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto) informou que mobilizou equipes para recuperar trechos críticos e atoleiros em mais de 30 municípios nos próximos dias. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) afirmou, em nota, que realiza manutenção periódica na BR-010 e que prepara uma nova licitação para ampliar os serviços, além de projetos para a pavimentação de trechos ainda sem asfalto entre Santa Maria do Tocantins e Aparecida do Rio Negro.

TAGGED:Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto)AgroAssociação dos Produtores de Soja e Milho do Tocantins (Aprosoja)chuvasDepartamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit)Marcos Roberto AbentrothMilhoSilvanópolisSojaThiago FaccoTO-446, BR-010Tocantins
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