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Chuvas intensas comprometem colheita da soja e plantio do milho em Mato Grosso

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

As chuvas intensas têm prejudicado a colheita da soja e o plantio do milho em Mato Grosso. O estado enfrenta mais de 30 dias de chuvas contínuas nas regiões produtoras, resultando em situação de emergência decretada em dezessete municípios.

O setor agropecuário é um dos mais afetados, considerando que Mato Grosso é o maior produtor de grãos do Brasil. Com o solo encharcado, as máquinas não conseguem operar adequadamente, e parte da soja permanece brotando nas lavouras. Além disso, as chuvas dificultam o transporte nas estradas de terra. O caminhoneiro Odair da Rosa comentou:

““Aí você pega é lama, é buraco, é uma coisa ou outra. Então, se torna difícil.””

Em fevereiro, a cidade de Cuiabá registrou mais de 270 mm de chuvas, um volume muito superior ao observado nos meses de fevereiro de 2024 e 2025. Até o momento, Mato Grosso já colheu quase 90% da soja, mas o ritmo da colheita é inferior ao da safra anterior. Apesar do atraso, a projeção de recorde para esta safra de soja permanece.

Os produtores estão preocupados com a qualidade dos grãos devido ao excesso de chuvas. A Associação dos Produtores de Soja e Milho do estado estima perdas de até 25% nas áreas mais afetadas. Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja MT, afirmou:

““Tem mensurado por alguns produtores prejuízos na casa entre R$ 1,8 mil até ultrapassando R$ 2 mil por hectare, onde a soja ficou por muito tempo na lavoura tomando chuva, devido à perda de peso, qualidade e somados descontos também.””

O atraso na colheita da soja já impacta o plantio do milho. O agricultor Mário Antunes Júnior destacou:

““No passado e nos outros anos, essa área já estaria dessecada, já para ponto de colheita. E isso acabou dificultando a questão, principalmente, da segunda safra.””

Gilson Melo, outro agricultor, acredita que a safra será boa, mas não tão produtiva quanto a anterior:

““Eu acho que é uma boa safra, sim, não tão boa quanto no passado, mas eu acho que vai estar dentro das médias normais. Não devemos ter uma queda significativa.””

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