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Cidades brasileiras realizam protestos pelo Dia Internacional da Mulher

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Mulheres protestaram na orla da Praia de Copacabana, neste domingo (8), em diversas cidades do Brasil, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. As mobilizações contaram com a participação de entidades, organizações da sociedade civil e movimentos feministas, que defenderam políticas públicas voltadas à igualdade de gênero e ao combate à violência contra as mulheres.

Os protestos ocorreram em meio a dados alarmantes sobre a violência de gênero no país. Em 2025, o número de feminicídios atingiu um recorde de 1.470 casos, conforme informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Casos de grande repercussão, como o estupro coletivo de uma adolescente e o assassinato de uma professora, reacenderam o debate sobre segurança e políticas de prevenção.

No Rio de Janeiro, o ato na Praia de Copacabana ocorreu na altura do Posto 3 e reuniu ativistas, lideranças políticas e integrantes de coletivos. Os participantes defenderam políticas públicas de igualdade de gênero e combate à violência. O protesto foi realizado no mesmo bairro onde, recentemente, uma adolescente de 17 anos foi vítima de um estupro coletivo, gerando forte repercussão na cidade.

Após a concentração, os manifestantes caminharam pela orla até o Posto 1, acompanhados por um trio elétrico. Camisetas e adesivos com frases como “não é não”, “eu quero viver sem medo” e “a vergonha precisa mudar de lado” foram utilizados pelos participantes. O ato principal começou por volta das 11h, com uma apresentação da Escola de Teatro Popular, destacando a importância da mobilização coletiva diante do aumento da violência de gênero.

Em Porto Alegre, o ato teve momentos simbólicos, com integrantes de um grupo teatral carregando sapatos cobertos por um líquido vermelho representando sangue. Durante a performance, os nomes de 20 mulheres assassinadas no estado neste ano foram gritados em coro. No Rio Grande do Sul, os casos de feminicídio cresceram 53% até o fim de fevereiro, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O protesto em Porto Alegre reuniu mulheres de coletivos, entidades, sindicatos e movimentos sociais, que exibiram cartazes e bandeiras com mensagens contra a violência e em defesa da valorização do trabalho feminino. Em Florianópolis, dezenas de pessoas participaram de uma manifestação que incluiu caminhadas, debates e intervenções culturais, começando às 9h30 no Parque da Luz. Os manifestantes lembraram vítimas recentes de violência, incluindo Catarina Kasten, jovem assassinada em novembro de 2025.

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