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Ciência

Cientistas na Alemanha preservam atividade cerebral em camundongos descongelados

Amanda Rocha
Última atualização: 14 de março de 2026 03:34
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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Uma equipe de cientistas na Alemanha demonstrou um método para criopreservar e descongelar cérebros de camundongos, mantendo parte da funcionalidade intacta. O estudo foi publicado no dia 3 de março nas Publicações da Academia Nacional de Ciências.

Os pesquisadores utilizaram uma técnica chamada vitrificação, que resfria líquidos rapidamente para evitar a formação de cristais de gelo, responsáveis por danos ao tecido cerebral. A pesquisa identificou que a formação desses cristais pode deslocar ou perfurar a estrutura delicada do cérebro, interrompendo processos celulares essenciais.

O método foi testado em fatias de cérebro de camundongos com 350 micrômetros de espessura. As amostras foram tratadas com substâncias criopreservantes e resfriadas rapidamente com nitrogênio líquido a −196 °C, sendo mantidas em um congelador a −150 °C por um período que variou de dez minutos a sete dias.

Após o descongelamento em soluções mornas, a equipe analisou o tecido para verificar a manutenção da atividade funcional. A análise microscópica revelou que as membranas neuronais e sinápticas permaneceram intactas, e os testes de atividade mitocondrial não mostraram danos metabólicos.

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Os registros elétricos dos neurônios indicaram que, apesar de desvios moderados em comparação com as células de controle, as respostas aos estímulos elétricos eram quase normais. Contudo, as observações foram limitadas a algumas horas devido à degradação natural das fatias.

TAGGED:Academia Nacional de CiênciasAlemanhaCamundongosCérebroCiênciapesquisa
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