O empresário José Antônio Perez Silveira Filho se tornou réu pelo crime de tentativa de homicídio contra o entregador Alex Costa Rodrigues no dia 10 de agosto de 2025, em Fortaleza.
A agressão ocorreu devido a uma divergência na forma de pagamento. Alex sofreu uma fratura no rosto e precisou passar por cirurgia. Um vídeo mostra a conversa entre Alex e José Antônio, que culmina em um empurrão e em uma série de socos e chutes desferidos pelo empresário.
As agressões duraram cerca de dois minutos. Quando Alex já estava no chão, José Antônio ainda o agrediu com mais chutes. O entregador tentou escapar, mas acabou retornando e continuou a ser agredido. Transeuntes que passavam pela rua começaram a se aproximar durante a agressão.
O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) confirmou que a 4ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza processou a acusação contra José Antônio por tentativa de homicídio. A audiência de instrução está marcada para o dia 23 de março, onde serão ouvidos o ofendido, as testemunhas e o acusado.
A divergência no pagamento ocorreu porque José Antônio havia solicitado um medicamento de uma farmácia para pagamento no cartão de crédito, mas na hora da entrega quis mudar para Pix, o que não é aceito pela plataforma de pedidos.
Em um áudio enviado ao portal, Alex relatou que estava cansado após um longo dia de trabalho e foi agredido após explicar que a farmácia não aceitava dinheiro nem Pix. Ele descreveu a situação: “Ele achava que eu tava zoando com a cara dele e começou a me espancar. Como é que eu vou bater num cara que é maior do que eu?”
Após a agressão, vídeos mostram Alex caído na calçada do prédio do agressor, com sangramento na cabeça e o olho roxo, sendo amparado por outros entregadores. Em resposta à agressão, um grupo de entregadores se reuniu em frente ao prédio e fez um buzinaço, além de derrubar os portões de entrada do edifício.
Alex, de 50 anos, é natural do Maranhão e vive sem familiares em Fortaleza. Ele trabalhava como entregador de bicicleta e ficou internado por mais de uma semana no Instituto Dr. José Frota (IJF), onde passou por cirurgia no rosto e ficou impedido de trabalhar, dependendo de doações para se sustentar.

