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Justiça

Clínica de Brasília é acusada de calote por ex-funcionários e clientes

Amanda Rocha
Última atualização: 13 de março de 2026 09:14
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A clínica de transplante capilar Multi Hair, localizada na quadra 613 da Asa Sul, em Brasília, é alvo de acusações de calote por parte de ex-funcionários e clientes. As denúncias indicam que a clínica fechou suas portas sem aviso prévio.

Os ex-funcionários reclamam de direitos trabalhistas não pagos, enquanto os clientes afirmam ter pago pelos serviços e não recebido o atendimento. O sócio-diretor da Multi Hair é Gilcimar Rodrigues dos Santos. A reportagem tentou contato com ele, mas não obteve resposta.

Seis ex-funcionários registraram denúncias no Ministério do Trabalho devido a salários atrasados. Uma ex-funcionária, que preferiu não se identificar, relatou que foi contratada sem carteira assinada e com salário abaixo do mercado. Ela afirmou:

“”Comecei a trabalhar no dia 15 de janeiro. A condição de trabalho foi a gente receber um salário mais baixo do que ele pagaria para qualquer outra pessoa para a gente estar ali aprendendo. Depois de três meses, ele começaria a pagar um salário que condiz com a área.””

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A ex-funcionária também mencionou que, em fevereiro, a clínica deixou de pagar os salários e a ajuda de custo, como alimentação e passagem.

“”A gente pagou pra ir trabalhar,””

disse. Outra ex-funcionária também relatou que não recebeu seu salário no segundo mês de trabalho e que a clínica foi fechada sem aviso.

Clientes da Multi Hair também expressaram insatisfação, afirmando que pagaram pelos serviços, mas tiveram o atendimento interrompido sem qualquer aviso. Um cliente, Paulo Goyaz, contou que contratou o serviço da clínica em 30 de novembro e fez o pagamento no cartão de crédito. Sua cirurgia estava marcada para 24 de fevereiro, mas a clínica enviou as requisições apenas no dia 23, impossibilitando a obtenção dos documentos a tempo.

“”A partir daí, ninguém falou mais nada. Fui até à clínica e vi que ela estava fechada,””

relatou Paulo, que já entrou com uma ação contra a clínica na Justiça do DF.

Outro ex-cliente, que preferiu não se identificar, afirmou ter pago R$ 9 mil à vista e que a cirurgia foi cancelada quatro dias antes sem explicação. Ele está tentando recuperar seu dinheiro e acionou o Procon.

TAGGED:BrasíliacaloteclínicaDFdireitos trabalhistasGilcimar Rodrigues dos SantosJustiçaMinistério do TrabalhoPaulo GoyazProconQuadra 613 da Asa Sultransplante capilar
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