Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
  • Cotidiano
  • Política
  • Economia
  • Mundo
  • Esporte
  • Cultura
  • Opinião
Procurar
  • Anuncie
  • Expediente
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Cobertura da guerra no Irã e a morte de Ali Khamenei
Compartilhar
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
  • Política
  • Cotidiano
  • Economia
  • Mundo
  • Esporte
  • Cultura
  • Opinião
Procurar
  • Home
    • Política
    • Cotidiano
    • Economia
    • Mundo
    • Esporte
    • Cultura
    • Opinião
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Expediente
Have an existing account? Sign In
Follow US
  • Anuncie
  • Expediente
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Internacional

Cobertura da guerra no Irã e a morte de Ali Khamenei

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 09:03
Amanda Rocha
Compartilhar
Tempo: 4 min.
Compartilhar

O apresentador de um canal de notícias estatal iraniano chorou ao anunciar a morte do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei. Os primeiros relatos surgiram em telas estrangeiras, fora do alcance da maioria dos iranianos. Em 28 de fevereiro, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que havia ‘sinais de que o tirano não existe mais’, indicando a morte de Khamenei em um ataque conjunto entre os EUA e Israel.

No entanto, os iranianos que assistiam à televisão estatal encontraram silêncio. As autoridades do governo não confirmaram nem negaram a morte de Khamenei. Em um dos canais da emissora estatal, o IRTV3, um apresentador pediu aos telespectadores que ‘confiassem’ nele e nas ‘informações mais recentes’ que o governo possuía, descartando as notícias da morte de Khamenei como ‘rumores infundados’. Somente na manhã seguinte a mídia estatal iraniana noticiou a morte de Khamenei, horas após o anúncio feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nas redes sociais.

A guerra, que segundo relatos matou mais de 1,2 mil pessoas no Irã e se espalhou para o Líbano e países árabes do Golfo, tem sido coberta pela mídia estatal iraniana de forma a misturar fatos com ficção, apresentando uma versão oficial dos eventos. Embora milhões de iranianos acompanhem canais de TV via satélite em língua persa, o acesso a informações independentes é dificultado por bloqueios de internet e censura.

A BBC acompanhou a primeira semana de cobertura da guerra pela mídia estatal e constatou que as reportagens se concentraram no sofrimento dos civis e em apelos por retaliação contra ‘inimigos’, com pouca atenção às instalações militares atingidas. Exemplos de desinformação também foram encontrados. O Irã é considerado um dos países mais repressivos em termos de liberdade de imprensa, com todos os meios de comunicação operando sob rígidas restrições desde a revolução de 1979.

- Publicidade -
Ad imageAd image

O aparato midiático do Irã, que inclui TV, rádio e plataformas online, se tornou a principal fonte de informação para a população, especialmente durante a interrupção da internet. Mahsa Alimardani, da organização de direitos humanos Witness, afirmou que a narrativa propagada é de que o Irã é vitorioso e suas forças armadas são fortes. Diversos veículos estatais relataram que forças iranianas mataram ou feriram centenas de soldados americanos, inflando o número de baixas inimigas.

Em 3 de março, a agência de notícias Tasnim informou que 650 militares dos EUA haviam sido mortos nos primeiros dias da guerra, enquanto o Pentágono confirmou a morte de seis soldados americanos. O uso de novas tecnologias também tem ajudado a mídia estatal a disseminar propaganda, como evidenciado por um vídeo compartilhado pelo canal Press TV, que foi posteriormente identificado como falso.

O histórico do Irã de disseminar ‘pequenas verdades’ junto com informações falsas gerou ceticismo entre críticos do regime. Em 3 de março, a mídia estatal noticiou a morte de mais de 160 crianças em um ataque a uma escola, compartilhando uma imagem aérea de um funeral coletivo. Embora a imagem tenha sido confirmada como real, a desconfiança sobre a veracidade das informações continua.

O regime iraniano frequentemente oculta provas de abusos, mas também investe na documentação de vítimas civis. Essa documentação pode servir à propaganda do Estado, mas não a torna automaticamente falsa. A análise crítica das reportagens da mídia estatal é essencial.

TAGGED:BBCBenjamin NetanyahuDesinformaçãoDonald TrumpGuarda Revolucionária Islâmica do IrãGuerraKhameneiMahsa Alimardanimídia estatalRepórteres Sem FronteirasWITNESS
Compartilhe esta notícia
Facebook Whatsapp Whatsapp Telegram Copiar Link Print
Notícia Anterior SpaceX firma acordo de IA com Google antes de IPO
Próximo notícia sitemap.xml
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta

Username or Email Address
Password

Lost your password?