Após um ataque terrorista em Nova York, a cobertura da mídia demonstrou uma sensibilidade em relação ao Islã. O incidente ocorreu durante protestos anti-Islã em frente à residência do prefeito Zohran Mamdani, onde dois adolescentes muçulmanos foram detidos por supostamente lançar dispositivos explosivos.
No dia 7 de março, durante os protestos, a ABC News relatou que ‘duas pessoas foram presas após um dispositivo suspeito ter sido acionado’. A âncora Linsey Davis não especificou quem eram os responsáveis pelo lançamento dos dispositivos, que foram descritos de forma vaga.
Em uma cobertura posterior, a ABC mencionou que ‘o FBI está investigando dispositivos suspeitos lançados durante um protesto como possíveis atos de terrorismo’, mas novamente não identificou os autores. A falta de clareza na cobertura gerou críticas.
Outros veículos, como a CBS, também falharam em identificar os assaltantes, referindo-se a eles apenas como ‘dois homens’. A repórter Shanelle Kaul, da CBS, mencionou que Mamdani era muçulmano, mas não fez o mesmo em relação aos adolescentes detidos, Emir Balat e Ibrahim Kayumi.
Durante a cobertura, a mídia frequentemente rotulou um dos grupos como ‘far-right’ e ‘anti-imigrante’, enquanto o outro grupo não recebeu identificação ideológica ou religiosa. Isso levantou questões sobre a imparcialidade da cobertura.
Na manhã de segunda-feira, a NBC relatou que ‘ambos os homens supostamente fizeram declarações pró-ISIS durante sua prisão’. A cobertura continuou a ser criticada por sua falta de precisão e clareza.
Por fim, na quarta-feira, a CBS destacou a ação de dois policiais que impediram uma explosão, mas a conexão com o radicalismo islâmico permaneceu subentendida. A cobertura da mídia foi marcada por uma omissão do termo ‘muçulmano’ em relação aos perpetradores, refletindo uma sensibilidade em torno do tema.

