A colheita de soja no interior de São Paulo está em fase final, com previsão de encerramento até a próxima sexta-feira (13). A safra 2025/26 apresenta atrasos em diversas regiões produtoras, influenciadas pela falta de chuvas que afetou o calendário de plantio.
No Sudoeste Paulista, que inclui cidades como Itapetininga, São Miguel Arcanjo, Capão Bonito e Pilar do Sul, cerca de 20% da soja ainda permanece nas lavouras. Os produtores têm acelerado o ritmo das colheitadeiras, operando até à noite, para aproveitar a recente alta nos preços da oleaginosa, impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela valorização do dólar.
Até o dia 7 de março, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que 50,6% da área plantada no Brasil já havia sido colhida. Este número representa um avanço de 8,9 pontos percentuais em relação à semana anterior e está levemente acima da média dos últimos cinco anos, embora ainda abaixo dos 60,9% registrados no mesmo período da safra passada.
Os estados com colheita mais avançada são Mato Grosso, com 89,2% da área colhida, e Mato Grosso do Sul, com cerca de 61%. Apesar de não ser um dos principais polos de produção de soja, São Paulo ocupa atualmente a oitava posição entre os maiores produtores do país, com cerca de 5 milhões de toneladas por safra, representando aproximadamente 3% da produção nacional.
A soja tem ganhado espaço no oeste paulista, em regiões como Presidente Prudente, Assis e Araçatuba, frequentemente em sistemas de rotação com milho ou substituindo áreas de pastagem. No sudoeste do estado, a produtividade das lavouras tem atraído a atenção do mercado.
Enquanto a colheita da soja avança, as plantadeiras já iniciam o plantio do milho da segunda safra. Segundo a AgRural, até a última quinta-feira (5), o plantio da safrinha do cereal atingiu 82% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil, um aumento em relação aos 66% da semana anterior, mas abaixo dos 92% do ano passado.
A consultoria AgRural destacou que, apesar dos esforços dos produtores para acelerar a colheita, o ritmo atual é o mais lento desde 2022. Além disso, há preocupações em algumas áreas do Paraná e Mato Grosso do Sul devido à falta de umidade.


