Densas colunas de fumaça preta foram avistadas em Teerã, no Irã, nas primeiras horas da manhã de segunda-feira, 16 de março de 2026. A mídia estatal iraniana relatou grandes explosões na capital iraniana. Um grande volume de fumaça foi reportado no centro de Teerã e em outra área no oeste da cidade.
O momento das explosões coincidiu com uma declaração das forças armadas israelenses, que afirmaram ter iniciado uma onda de ataques contra infraestruturas em Teerã. A Guarda Revolucionária do Irã informou que caças israelenses atacaram o Aeroporto Mehrabad, o mais movimentado centro de transporte aéreo do país.
O conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas.
Os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, além de sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano realizou ataques contra países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que os alvos eram apenas interesses dos Estados Unidos e de Israel.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando na morte de centenas de pessoas no território libanês.
Após a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


