A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado cancelou a reunião que ouviria o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nesta terça-feira (10).
Vorcaro não era obrigado a comparecer à oitiva, conforme decisão do ministro André Mendonça, que entendeu que a ida do banqueiro à CAE era facultativa. Apesar disso, Vorcaro havia confirmado sua presença antes de ser preso na última quarta-feira (5).
A oitiva já havia sido remarcada anteriormente. Inicialmente agendada para o dia 3 de março, a reunião foi transferida para o dia 10 de março a pedido da defesa de Vorcaro. O presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), acreditava que a autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para a presença de Vorcaro na comissão ainda era válida.
Calheiros ressaltou que a transferência de Vorcaro para o presídio federal de Brasília poderia facilitar a audiência, uma vez que havia dificuldades no transporte do banqueiro de São Paulo para a capital federal.
Tanto a CAE quanto a CPMI do INSS tentam ouvir Vorcaro. A convocação da CPMI foi aprovada em janeiro, com o depoimento inicialmente marcado para o dia 5 de fevereiro. No entanto, a fala do banqueiro foi adiada várias vezes, com novas datas sendo propostas, até que, após a determinação de Mendonça de que sua ida à CPMI era facultativa, Vorcaro informou que não prestaria mais depoimento.
A CPI do Crime Organizado também busca ouvir o banqueiro, mas a prisão de Vorcaro na última quarta-feira resultou no cancelamento da reunião agendada para ouvi-lo.
Daniel Vorcaro foi preso novamente na última quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Na sexta-feira (6), ele foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, após a Polícia Federal solicitar sua transferência, alegando a necessidade de proteger a integridade física do custodiado, o que foi atendido por André Mendonça.


