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Segurança

Condenados por homicídio de advogado são investigados por execuções no RJ

Amanda Rocha
Última atualização: 8 de março de 2026 04:01
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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Três homens condenados pela morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, em fevereiro de 2024, no Centro do Rio, também são investigados por sua participação em outras execuções atribuídas a grupos de extermínio. Os crimes ocorreram entre 2021 e 2024, nos municípios de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

De acordo com investigações da Polícia Civil e do Ministério Público, pelo menos dois homicídios teriam como mandante o bicheiro Adilson Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. Ele também é apontado como suspeito de ordenar a morte de Rodrigo Crespo. Após dois dias de júri popular, na sexta-feira (6), a Justiça condenou os três réus a 30 anos de prisão cada um: Leandro Machado da Silva, Cezar Daniel Mondego e Eduardo Sobreira de Moraes.

As acusações incluem homicídio triplamente qualificado e concurso de pessoas, com agravantes de emboscada, uso de arma de fogo de uso restrito e vantagem para a organização criminosa. Durante o júri, foi decretada a perda do cargo de policial militar de Leandro Machado, que alugou os carros utilizados no crime. Ele era o chefe dos outros dois réus na empreitada criminosa.

Mondego e Sobreira monitoraram diretamente a vítima, seguindo seu trajeto entre a casa de Rodrigo Crespo, na Lagoa, e seu trabalho, na Avenida Marechal Câmara, onde foi assassinado. As defesas dos condenados anunciaram que vão recorrer da decisão.

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O Ministério Público lembrou que os réus foram indiciados pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí por monitorarem outra vítima, Thiago Trigueiro Gomes, morto em janeiro de 2024. Também foi indiciado Ryan Patrick Barboza de Oliveira, que participou do monitoramento de Rodrigo Crespo antes de sua morte e foi preso na Baixada Fluminense.

Ryan estava envolvido em outro crime ligado à organização criminosa: o assassinato do dono do bar Parada Obrigatória, Antônio Gaspaziane Mesquita Chaves. A investigação aponta que Thiago foi morto por vender o “cigarro errado”. Mensagens interceptadas revelam que Ryan e outros monitoravam a vítima em São Gonçalo.

No dia 15 de junho de 2022, o empresário Tiago Barbosa, conhecido como Tiago da X6, foi assassinado com mais de 80 tiros em Nova Iguaçu. O crime está ligado à máfia do cigarro, e indícios de monitoramento foram encontrados no celular de Eduardo Sobreira.

O vereador Danilo Francisco da Silva, o Danilo do Mercado, e seu filho, Gabriel Francisco Gomes da Silva, foram assassinados em março de 2021 em Duque de Caxias. Leandro Machado é apontado como um dos executores do crime, que está relacionado a disputas de poder político e econômico. Uma audiência de instrução sobre o caso ocorrerá em 20 de março.

A defesa de Leandro Machado afirmou que não há provas concretas contra ele e que cada processo deve ter provas autônomas. A defesa de Adilsinho nega envolvimento com homicídios e afirma que sempre atuou de forma lícita.

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