O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) lançou nesta semana uma plataforma com os índices de infraestrutura do Brasil, utilizando dados de todos os 26 estados e do Distrito Federal.
O presidente do Confea, Vinicius Marchese, afirmou que o Brasil está atrasado em infraestrutura, o que pode gerar problemas em um “futuro breve”. Ele destacou:
““O país está atrasado quando o assunto é infraestrutura, atrasado em investimento, em tecnologia, em política pública que priorize a infraestrutura (…) se o país não enxergar como um todo, isso é uma união de esforços, nós teremos problemas num futuro muito breve (…) não só de competitividade, de uma economia que não vai se sustentar, porque o país não dá esse alicerce para que uma economia forte, mas do ponto de vista de serviço.””
A nova ferramenta avalia o desempenho da infraestrutura em seis segmentos, incluindo bem-estar social e cidadania, mobilidade e saneamento básico, além de energia e conectividade, água, e meio ambiente e resiliência.
Marchese explicou que o objetivo do índice é
““realmente mostrar a atual situação da infraestrutura no país.””
A avaliação é baseada em um ranking que varia de 0 a 100, funcionando como um termômetro da situação de cada Unidade Federativa.
A nota geral do Brasil foi de 56,92. O Distrito Federal se destacou em primeiro lugar no ranking, com 74,64. Apenas sete estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, pontuaram acima da média.
Entre os estados com as piores notas estão Acre (28,46), Amapá (33,94), Pará (34,41), Amazonas (36,61) e Maranhão (36,84).
Marchese concluiu:
““Se todos os Estados começarem a enxergar suas fraquezas, começar a estabelecer políticas públicas bem definidas, com investimento em infraestrutura, houver uma convergência de esforços, a gente vai aumentar a nota do país.””


