A pesquisa Genial Quaest, divulgada nesta quinta-feira, revela que 49% dos brasileiros afirmam não confiar no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto 43% expressam confiança na Corte. Outros 8% não souberam ou não responderam.
Em comparação com o levantamento realizado em agosto de 2025, a credibilidade do STF caiu 7%. Na pesquisa anterior, 50% dos entrevistados confiavam na instituição, enquanto agora esse número é de 43%. O percentual de pessoas que não confiam no STF aumentou de 47% para 49%, e os que não souberam responder subiram de 3% para 8%. Essas mudanças refletem a incerteza gerada pelas revelações do caso Master.
Apesar da queda na confiança, 51% dos entrevistados consideram que o STF foi importante para a manutenção da democracia, especialmente diante das ameaças golpistas durante o governo de Jair Bolsonaro. No entanto, essa percepção está sendo afetada pelo escândalo do Banco Master.
Entre os apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 71% afirmam confiar no STF, enquanto 21% não confiam. Entre os eleitores que se identificam como de esquerda, mas não lulistas, 77% confiam na Corte, e 18% não confiam. No grupo de eleitores independentes, 51% não confiam no STF, enquanto 36% confiam.
Na direita não bolsonarista, 77% afirmam não confiar na Corte, e 20% confiam. Entre os bolsonaristas, 84% não confiam, e 13% confiam.
A pesquisa também avaliou o impacto do escândalo do Banco Master nas eleições de outubro. Os dados indicam que 72% dos entrevistados acreditam que o STF possui poder demais. Além disso, 66% consideram importante votar em um candidato ao Senado comprometido com o impeachment de ministros do STF, e 59% veem o Supremo como aliado do governo Lula.
Sobre a influência do escândalo do Master no voto, 38% dos eleitores afirmam que não votariam em um candidato envolvido no caso, enquanto 29% considerariam o tema junto com outras questões. Para 20%, o escândalo influencia a decisão de voto.
A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de março, com 2.004 pessoas em 120 municípios. O nível de confiabilidade é de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e está registrado no TSE.


