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Conflito entre presidentes do Corinthians gera tensão em votação do estatuto

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Na noite de segunda-feira (9), o ambiente político do Corinthians se tornou tenso durante a votação da reforma do estatuto no Conselho Deliberativo. O conflito entre Osmar Stabile, presidente da Diretoria, e Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho, foi exposto publicamente.

A origem da crise remonta à última sexta-feira (7), quando Stabile afirmou ter sido ameaçado por Tuma durante um jantar no Parque São Jorge. Segundo Stabile, Tuma teria dito: “Ou faz o que eu quero ou vou te f****”. O presidente do clube relatou que ficou muito magoado com a situação.

Durante a reunião do Conselho, Stabile trouxe à tona o episódio da sexta-feira e acusou Tuma de interferir em seu trabalho, além de vazar informações falsas sobre a contratação do segurança Aldair Borges. O nome de Borges foi mencionado em relação a um episódio que muitos interpretaram como uma tentativa de golpe.

Romeu Tuma, por sua vez, rebateu as acusações e afirmou que houve um movimento articulado para impedir a votação do estatuto. Ele lamentou a atitude de Stabile, sugerindo que o presidente do clube deveria ter levado a denúncia à Comissão de Ética em vez de expô-la no plenário.

““Lamento profundamente a atitude do presidente do clube. Se fosse verdade as coisas que ele falou, ele teria vários mecanismos para tomar uma atitude dentro do rito estatutário”, disse Tuma.”

Tuma negou ter proferido a frase relatada por Stabile e afirmou que apenas fez um alerta ao presidente sobre a contratação de Borges, que estava respondendo a um inquérito policial. Ele também mencionou que registrou um Boletim de Ocorrência sobre a ameaça que teria sofrido.

Stabile, por sua vez, negou ter participado de um movimento para inviabilizar a votação e afirmou que decidiu expor o episódio no plenário para que todos os órgãos do Corinthians estivessem cientes da situação. Ele reiterou que não é contrário à reforma do estatuto, mas que acredita na necessidade de uma votação gradual.

O presidente do Corinthians também acusou Tuma de interferir em decisões da presidência executiva e negou ter recontratado Aldair Borges, que teria ido ao Parque São Jorge em busca de emprego, mas não foi contratado devido aos episódios relacionados à invasão do prédio administrativo do clube.

Apesar do conflito exposto, fontes afirmaram que a relação entre Tuma e Stabile vinha sendo cordial, embora algumas atitudes de Tuma já estivessem incomodando o presidente da Diretoria.

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