No sábado, 6 de março de 2026, às 8h14, cidadãos israelenses receberam um alerta de “alerta extremo” em seus celulares, informando sobre ataques aéreos em Teerã. A mensagem, disponível em hebraico, inglês, russo e árabe, orientava a população a verificar locais seguros e instalar um aplicativo oficial.
Embora muitos tenham corrido para os abrigos, o aviso não era um sinal de ataque iminente, mas uma precaução diante da possibilidade de um conflito com o Irã. Menos de uma hora depois, sirenes começaram a tocar em todo o país, sinalizando que a rotina de quase 10 milhões de pessoas seria marcada por protocolos de segurança e apreensão constante.
Com cerca de 2 000 quilômetros de distância entre Israel e Irã, o exército israelense emite um primeiro aviso ao detectar lançamentos de foguetes e drones iranianos. Entre dez e doze minutos depois, alarmes soam em áreas de risco, e o sistema de defesa antiaérea Domo de Ferro é ativado, restando apenas um minuto para que as pessoas busquem abrigo.
““Era uma guerra esperada, mas nem por isso deixa de ser angustiante ter de ir para o abrigo tantas vezes, de dia e de noite”, disse Ruth Cohen, 41 anos, residente em Tel Aviv.”
A legislação israelense exige que as residências tenham um quarto seguro, e nas áreas fronteiriças com Gaza, Líbano e Síria, há bunkers portáteis disponíveis. Em grandes cidades, estações de metrô e estacionamentos foram adaptados para servir como abrigos.
Shlomo Katz, 43 anos, expressou sua preocupação com a saúde mental de sua família:
““Detesto quando as pessoas ficam passando informações em voz alta. Já é suficiente ter de lidar com o medo e o barulho das explosões.””
Irene Shashar, 88 anos, sobrevivente do gueto de Varsóvia, compartilhou sua experiência:
““Quando criança, me escondi dos nazistas para sobreviver e agora sou obrigada a ficar escondida, confinada. Esta guerra é muito justificada, temos obrigação de vencê-la para as gerações futuras.””
No Líbano, a situação é igualmente tensa. Após o anúncio de que Israel tomaria áreas do sul do país, milhares de famílias deixaram suas casas em direção a Beirute, enfrentando congestionamentos que multiplicaram o tempo de viagem. Abu Yehya, 41 anos, lamentou a falta de abrigos disponíveis para sua família.
““Talvez sigamos para um parque. Pelo menos haverá sombra”, afirmou.”
Segundo o governo libanês, cerca de 83 000 pessoas deixaram suas residências. Hanane Farfour, 42 anos, optou por permanecer com sua família:
““Somos profundamente ligados à nossa região. Permanecer é resistir.””
O conflito também afetou Dubai, que normalmente é alheia à tensão do Oriente Médio. No dia 1°, o aeroporto e hotéis de luxo, como o Fairmont Dubai e o Burj Al Arab, foram atingidos por incêndios. José Carlos Bergamin, 77 anos, que estava em um cruzeiro na região, relatou:
““Vimos fumaça, fogo e mísseis passando. Ninguém dormiu direito.””
A gravidade do conflito sugere que o sono de milhões de pessoas pode demorar a voltar ao normal.

