Conflito no Oriente Médio: Israel intensifica ataques enquanto ONU pede medidas urgentes

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A guerra entre Irã e Estados Unidos e Israel no Oriente Médio entrou no 7º dia nesta sexta-feira (6), marcada pela intensificação de ataques nas capitais do Irã e do Líbano.

Israel e EUA anunciaram na quinta-feira (5) que estavam entrando em uma nova fase da guerra. O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o poder de fogo contra o Irã vai aumentar “dramaticamente”.

Moradores de Teerã relataram que os bombardeios desta madrugada foram os mais intensos desde o início do conflito, descrevendo a situação como “a pior noite” da guerra.

As Forças Armadas israelenses informaram que Israel também foi alvo de novos ataques pelo Irã, que afirmou ter enviado mísseis a Tel Aviv, embora não houvesse relatos de vítimas até a última atualização.

No Golfo, Arábia Saudita, Catar e Bahrain interceptaram mísseis em seus espaços aéreos. Explosões foram ouvidas em Erbil, no Iraque, que também foi alvo de ataques do Irã.

No Líbano, Israel realizou uma onda “em larga escala” de bombardeios em Beirute, buscando alvos do Hezbollah. O conflito já deixou 102 mortos e forçou ao menos 100.000 libaneses a deixar suas casas, segundo a agência da ONU para refugiados (ACNUR).

O conflito começou após bombardeios dos EUA e de Israel em Teerã que mataram o líder supremo Ali Khamenei e autoridades iranianas de alto escalão no sábado (28). Desde então, o Irã tem retaliado contra Israel e países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas.

Segundo a mídia estatal iraniana, o número de mortos na ofensiva dos EUA e de Israel no Irã subiu para 1.230.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom da guerra com o Irã, afirmando que precisa “se envolver pessoalmente” na escolha do novo líder supremo do Irã. Ele disse que os EUA querem “acabar com o Irã primeiro” antes de lidar com a situação de Cuba.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido um navio com bandeira dos Estados Unidos no norte do Golfo Pérsico, mas o governo americano ainda não se pronunciou sobre o incidente.

Os ataques de Israel ao Líbano já deixaram mais de 100 mortos e 638 feridos desde segunda-feira, segundo o Ministério da Saúde libanês. Alertas de evacuação emitidos pelo Exército israelense provocaram pânico e fuga de moradores dos subúrbios do sul de Beirute.

O chefe do Hezbollah, Naim Qassem, declarou que o grupo continuará lutando “independentemente dos sacrifícios”.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que recebeu dos EUA um pedido de apoio para lidar com drones de origem iraniana no Oriente Médio.

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