O Irã tem realizado ataques retaliatórios após a ofensiva de Israel e Estados Unidos que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei. O país tem atingido várias nações no Oriente Médio, muitas das quais abrigam bases militares americanas. Além de mísseis balísticos, os iranianos estão utilizando drones kamikaze Shahed-136, que dificultam o trabalho das defesas aéreas.
O Shahed-136 é um drone kamikaze produzido pelo Irã, com uma carga explosiva de aproximadamente 40 kg. Embora essa quantidade seja relativamente baixa, ainda pode causar um impacto significativo. O drone pode atingir uma velocidade de 185 km/h e pesa 200 kg. A última geração do Shahed-136 possui um alcance de 700 a 1.000 quilômetros, o que é suficiente para atingir qualquer ponto na costa sul do Golfo Pérsico quando lançado do território continental iraniano ou de embarcações, segundo Farzin Nadimi, pesquisador sênior do Instituto de Washington.
Além disso, o Irã vendeu esse tipo de drone para a Rússia, que o utiliza contra a Ucrânia. Autoridades ucranianas informam que o Shahed-136 tem 3,5 metros de comprimento e 2,5 metros de envergadura. Ele é classificado como um drone “kamikaze” por explodir ao impactar o alvo, sendo um dispositivo de uso único.
Uma das vantagens do Shahed-136 é que ele não requer um grande sistema de lançamento, ao contrário dos mísseis, que ficam expostos e vulneráveis a ataques. O drone pode ser transportado rapidamente e disparado de caminhões, áreas de campo, barcos, entre outros locais. O Irã possui capacidade para produzir cerca de 10 mil drones por mês, conforme o Centro para Resiliência da Informação, um grupo de pesquisa financiado pelo Ministério das Relações Exteriores britânico.
Outro ponto importante destacado é o custo. Um míssil de cruzeiro, como o Tomahawk, utilizado pelos Estados Unidos, custa, no mínimo, um milhão de dólares, podendo chegar a vários milhões. Em contrapartida, um drone do tipo Shahed custa em torno de US$ 20 mil.

