O Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução no dia 11 de março de 2026, exigindo que o Irã cesse imediatamente os ataques contra os países do Golfo.
O texto da resolução condena “nos termos mais veementes os ataques flagrantes” contra Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. A resolução, promovida pelo Bahrein, foi aprovada com 13 votos a favor e nenhuma objeção, enquanto Rússia e China se abstiveram.
Os Estados Unidos e Israel estão em conflito com o Irã desde o dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas durante os ataques.
Os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em resposta, o regime iraniano lançou ataques contra países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
As autoridades iranianas afirmam que seus ataques têm como alvo apenas os interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações. Desde o início do conflito, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos relacionadas aos ataques iranianos.
O conflito se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele não fará mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

