A conta de luz dos consumidores atendidos pela Light, que inclui a cidade do Rio e parte da Região Metropolitana, terá um aumento médio de 16,69% a partir desta quarta-feira, 18 de março de 2026, após uma decisão judicial.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) havia autorizado um reajuste médio de 8,59%, mas a concessionária recorreu à Justiça e conseguiu quase dobrar o percentual. A Aneel informou que foi notificada para cumprir uma liminar da 4ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, concedida após a Light entrar com um mandado de segurança.
A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer da decisão. O aumento se deve ao fato de a Light ter contestado o uso de créditos de PIS/Cofins para reduzir o reajuste das tarifas. Esse mecanismo vinha sendo aplicado para oferecer desconto aos consumidores, mas há um debate judicial sobre os valores devidos pela concessionária.
O novo índice representa um aumento bem acima da inflação oficial do país, que em 2025 fechou em 4,26%, segundo dados do governo federal. Para consumidores residenciais, a alta subiu de 6,40% para 14,58%. Para clientes de alta tensão, como indústrias, o reajuste pode ultrapassar 21%.


